Da redação
A 5ª Cúpula das Américas terminou neste domingo em Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago, sem um consenso sobre a declaração final, disse o primeiro-ministro, Patrick Manning. As divergências entre as posições dos Estados Unidos e dos países da Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas) sobre o fim do embargo a Cuba e o combate à crise econômica global impediu o acordo sobre o texto final.
"A declaração em si não tem a completa aprovação dos 34 países presentes. Alguns deles manifestaram suas reservas", declarou Manning no encerramento da reunião.
"O documento que emerge é um documento de compromisso, que recebeu a aprovação de alguns e a desaprovação de outros. Concordamos em adotar este documento, já que ao adotá-lo, reconhecemos que não há unanimidade e sim um grande consenso sobre estas questões importantes", completou.
Já o presidente mexicano, Felipe Calderón, disse, em tom mais otimista, que o documento "teve o consenso independentemente do matiz de que não foi unânime em todo o seu conteúdo". Manning destacou, por sua vez, que "nunca antes se tinha alcançado tal espírito de cooperação", e ressaltou que estava "falando por todos".
O primeiro-ministro destacou que o momento inicial da cúpula, quando o presidente americano, Barack Obama, falou de "uma nova direção e uma nova visão dos Estados Unidos"ao continente, e depois isso foi "refletido em uma declaração equivalente do presidente da Venezuela, Hugo Chávez".