Maria Matheus e Daniella Arruda
A divisão de verbas colocou o Executivo e os demais Poderes em pé de guerra. Os presidentes da Assembléia Legislativa, do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas, o procurador-chefe do Ministério Público e procuradora-geral da Defensoria Pública reivindicam do Governo repasse de verbas para garantir o pagamento do reajuste salarial do funcionalismo público. Eles alegam que não estão pedindo aumento do repasse, porque o Executivo já não vem cumprindo integralmente o duodécimo dos poderes.
O governador disse, por causa da crise financeira, que não tem dinheiro para repassar aos poderes, mas vem economizando quase R$ 1 bilhão para custear pacote de obras em período eleitoral. A reação de alguns dirigentes foi dura. O presidente do Tribunal de Contas, Cícero de Souza, chegou a bater boca com André Puccinelli. Ele disse que vai reunir os conselheiros para fechar o tribunal e entregar as chaves ao Governo. A resposta de André também dura: "É bom mesmo fechar, porque este tribunal não vale nada". Cícero retrucou: "Quando chegar a sua prestação de contas, você vai ver como o tribunal vai valer".