Da redação
Acabou a seca de gols para Obina. Depois de mais de seis meses sem marcar (18 jogos), o atacante deixou a sua marca pelo Palmeiras, mas não foi o suficiente para derrotar o Grêmio Barueri, fora de casa. O jogo acabou no empate por 2 a 2, em duelo válido pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.
Assim como nos últimos jogos, o técnico Vanderlei Luxemburgo mudou a escalação do Palmeiras neste domingo. Quando todos esperavam que Souza entrasse no meio-campo ao lado de Pierre, o treinador colocou Mozart, totalmente fora de ritmo. Obina foi confirmado como titular pela primeira vez ao lado de Keirrison.
Apesar do empate, o desempenho do Palmeiras no primeiro tempo foi sonolento. Keirrison e Obina ficaram isolados na frente, uma vez que a bola não chegou - só através de balões. Wendel e Armero erraram quase todos os cruzamentos. Na tática, o alviverde também foi fraco e não apresentou nenhuma jogada ensaiada.
E quem pensa que Luxemburgo esteve à beira do campo, gritando com o time, se enganou. Na maior parte do primeiro tempo, o treinador se preocupou em reclamar da arbitragem de Paulo César de Oliveira junto ao quarto árbitro. O resultado foi que os únicos lances de emoção aconteceram na etapa final.
E no segundo tempo, brilhou Obina. Ele não tinha feito muita coisa em campo além de dar trombada e perder disputas com os zagueiros do Barueri. Porém o atacante esteve muito bem posicionado aos 11 minutos para receber lindo passe de Diego Souza. Obina dominou, bateu rasteiro e fez a festa: 1 a 0.
O gol transformou o jogo de sonolento para animado. O segundo gol do Palmeiras chegou com Keirrison, que também estava em má fase - não marcava havia quatro partidas. Aos 16 minutos, Cleiton Xavier cruzou com perfeição. O "K9", de primeira, desviou dentro da área, sem chances para o goleiro René.
Keirrison, porém, não teve tempo para comemorar. No minuto seguinte, o Barueri balançou as redes. Pedrão, o artilheiro dos gols estranhos, recebeu dentro da área. Ele se enroscou com o zagueiro Marcão e caiu. Deitado no gramado, mas deitado mesmo, ele chutou no ângulo de Marcos, que só olhou o placar do estádio se alterar para 2 a 1.
E Pedrão queria mais. De salvador, Marcos virou vilão. O goleiro saiu errado e deu a bola nos pés de Thiago Humberto. O meia deu passe açucarado para o artilheiro do Barueri. E Pedrão foi fatal. Ele mandou a bola para as redes, aos 28 minutos, e garantiu o 2 a 2. O resultado, pelo que apresentaram os times, foi justo. (informações do Estadão)