Da redação
Os cinco corpos resgatados pelas equipes de busca da FAB (Força Aérea Brasileira) e Marinha serão identificados primeiramente através de fotografias, segundo informações transmitidas aos familiares das vítimas do voo do Airbus-330 da Air France, que desapareceu domingo passado (31) após decolar do Rio com destino a Paris. Posteriormente, serão feitos exames de de DNA, caso seja necessário.
"Fomos informados que os corpos serão identificados por fotografia. Talvez o estado dos corpos permita uma identificação visual. Não disseram o sexo dos corpos", afirmou Maarten Van Sluys, irmão de Adriana Va Sluijs, 40, funcionária da Petrobras que estava no voo. Os objetos pessoais localizados também serão utilizados na identificação, na primeira etapa do reconhecimento.
Segundo o irmão da passageira, não há previsão de quando as famílias receberão as fotografias, já que é necessário aguardar a chegada dos corpos ao IML (Instituto Médico Legal) de Recife, que deve acontecer amanhã (8).
De acordo com Sluys, um assessor de comunicação da Marinha transmitiu a informação da localização dos novos três corpos na manhã deste domingo, no salão reservado aos familiares no hotel Windsor, na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio, cerca de 10 minutos antes da coletiva de imprensa em Recife (PE).
Já Nelson Marinho, pai do mecânico de engrenagens Nelson Marinho Filho, 40, que trabalhava numa empresa italiana, informou que recebeu uma ligação da Air France por volta das 10h40 e foi notificado sobre a descoberta dos novos corpos. No entanto, o pai do passageiro também não recebeu informações adicionais sobre o sexo ou outros detalhes que pudessem identificar as vítimas.
Marinho disse que foi a primeira vez que a empresa francesa entrou em contato para passar informações, mas garantiu que a Air France está dando total apoio aos familiares. "Eles estão dando todo apoio, de médicos, psicólogos e passagens aéreas. Duas filhas estão vindo da França no próximo sábado com as passagens aéreas custeadas".
Mau tempo
De acordo com a Aeronáutica, as condições meteorológicas devem atrasar a transferência dos corpos e objetos resgatados para um ponto a cerca de 600 quilômetros de Fernando de Noronha, de onde os corpos e os destroços serão recolhidos por um helicóptero e levados para o arquipélago. Lá, deverão ser catalogados e depois encaminhados para Recife.
O padrão de busca teve que ser alterado por conta do mau tempo na área. Por conta disso, a previsão de chegada a Fernando de Noronha foi alterada. Inicialmente, esperava-se que a chegada acontecesse à tarde. A Aeronáutica informou que os corpos chegarão amanhã. (informações da Folha)