Da redação
A Lei Seca tem aumentando a impunidade para os condutores embriagados que cometem crimes no trânsito, ao mesmo tempo em que tem dificultado o trabalho da polícia, segundo o delegado Márcio Rogério Faria Custódio. "A Lei Seca endureceu a parte administrativa, impondo multas mais altas, mas engessou a parte criminal, ao mensurar a quantidade de álcool que o autor deve ter no sangue. Acho que a lei teve uma preocupação maior com a arrecadação que com a punição", revela o delegado. Por outro lado, a sensação de impunidade também tem aumentado porque os julgamentos demoram anos e há dificuldade de caracterizar o dolo eventual, quando o condutor assume o risco de matar outra pessoa. Na Capital, em um ano de Lei Seca, ninguém foi condenado.