Manaus enfrenta a segunda maior cheia da história. Com a volta das chuvas fortes na Região Norte, o Rio Negro não para de subir. No fim de semana, a cota do rio alcançou 29,6 metros e ficou próxima da maior marca registrada. Em 1953, o nível chegou a 29,69 metros.
Nas áreas alagadas, passarelas de madeira são usadas no acesso dos moradores. Onde elas ainda não foram construídas, o jeito é entrar na água. Ao todo, 18 mil pessoas foram atingidas pela cheia na capital do Amazonas, segundo números da Defesa Civil do município. Poucas famílias aceitaram ir para abrigos, apesar das casas estarem inundadas.
Em uma das principais áreas de lazer da cidade, as praias sumiram com a cheia. A água invadiu a rua. Os rios transbordaram e carregam lixo para dentro das casas.
De acordo com o Serviço Geológico do Brasil, a cheia desse ano é provocada por uma coincidência. A elevação de dois grandes rios ocorre ao mesmo tempo. O Rio Solimões, que está no período final de cheia, represa o Rio Negro, que continua a receber muita água da chuva que cai no Hemisfério Norte.
Com informações do G1