Da redação
O governo interino de Honduras proibiu neste domingo o anunciado retorno ao país do presidente deposto Manuel Zelaya, que está nos Estados Unidos.
A expectativa de que Zelaya aterrissasse na capital hondurenha, Tegucigalpa, por volta das 12h do horário local (15h de Brasília), deixou a cidade em um tenso compasso de espera.
Mas neste domingo, o ministro das Relações Exteriores de Honduras, Enrique Ortez, disse em entrevista à emissora de rádio local HRN que o presidente deposto não terá autorização para pousar no país.
"Eu dei ordens para que não se deixe entrar, venha quem venha, para que não se cometa a imprudência de que morra um presidente da República, que se vá ferir um presidente da República ou que morra quem quer que seja", afirmou.
Um porta-voz da Aeronáutica Civil informou que diferentes companhias aéreas cancelaram seus vôos.
Zelaya havia dito que viria acompanhando de outros líderes latino-americanos, entre eles a presidente da Argentina, Cristina Fernandez de Kirchner, e o líder do Equador, Rafael Corrêa, mesmo diante da ameaça de prisão.
Entretanto, ele permanece em Washington, onde participou, no sábado, da reunião de emergência da Organização dos Estados Americanos (OEA), na qual os países-membros da entidade decidiram, por unanimidade, suspender Honduras da organização.
Com a decisão, Honduras se tornou o segundo país na história da OEA a ser suspenso, depois de Cuba, que foi afastada da organização em 1962.