A baixa demanda do leilão de energia nova A-3, realizado nesta quinta-feira, surpreendeu o setor, chamando a atenção de agentes do setor, para uma possível tranquilidade de contratação por parte das distribuidoras de energia. Durante o certame foram negociados apenas 11 MW médios dos 2.252 MW habilitados pela Empresa de Pesquisa Energética, proveniente da ampliação da PCH Rio Bonito e da UTE Codora, movida a bagaço-de-cana.
Uma das razões, na visão deles, pode ter sido a crise econômica, que resultou em aumento de excedente de energia, o que pode ter levado essas empresas a refazer o planejamento.
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Mauricio Tolmasquim, destacou que o país deve ter sobra de até 4,7 mil MWmed em 2014. mais que a energia assegurada das usinas do rio Madeira (RO, 6.600 MW). "Isso dá mais conforto de fazer leilões mais tranquilos", avaliou Tolmasquim.
Para o coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel/UFRJ), Nivalde de Castro, se comparado o leilão A-3 que aconteceu hoje com o do ano passado, pode-se verificar uma queda brusca na contratação de energia.
Cálculos mostram que essa queda chega a 99%, quando comparado os 1.076 MW médios negociados em 2008 com os 11 MW médios comprados nesse ano. Fonte: Canal energia