Cidades

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Atendimento a dependentes químicos é caótico no País

Atendimento a dependentes químicos é caótico no País

Redação

22/11/2009 - 20h00
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                        Da redação

                        O secretário de Dependência Química da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Marco Antonio Bessa, classificou como precário o atendimento psiquiátrico no país, em especial para o dependente químico. Na psiquiatria de modo geral, nós temos uma desassistência aos pacientes psiquiátricos, e para os dependentes químicos é uma tragédia, afirmou em entrevista Agência Brasil.
                        Segundo ele, em muitas cidades do interior existem apenas comunidades terapêuticas onde os doentes ficam aos cuidados de religiosos, mas não recebem o atendimento médico qualificado.
                        Ele atribui o problema política de acabar com as vagas nos hospitais psiquiátricos, que reduziu em mais de 60% os leitos nessas unidades. Não foi criada uma estrutura alternativa de acolhimento desses pacientes, afirmou.
                        Bessa disse ainda que existe uma dupla desassistência em relação ao combate e prevenção s drogas no Brasil. Segundo ele, faltam políticas públicas para coibir o vício, principalmente o do álcool, e não existe tratamento adequado para os que já estão dependentes.
                        No início de novembro, o Ministério da Saúde anunciou a destinação de mais R$ 98,3 milhões para tratamento dos dependentes de álcool e outras drogas. Somados aos R$ 117 milhões anunciados em junho, os investimentos para o setor chegam a R$ 215,3 milhões. O valor permite, segundo o ministério a criação de mais 73 centros de atendimento psiquiátrico, totalizando 1.467 em todo o país.
                        Ainda de acordo com o órgão, a rede de atendimento saúde mental cresce cerca de 25% ao ano e se expandiu em 246% desde 2002. (informações do Estadão)

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