Enquanto os rivais folgaram para celebrar a chegada de 2010, um time ficou concentrado para a Copa São Paulo de Futebol Júnior, que começa no sábado. Na noite de réveillon, os jovens do Al-Hilal, da Arábia Saudita, tinham a intenção de dormir cedo no hotel em que estão hospedados, em Campinas. O motivo não é disciplinar. Primeiro árabe a disputar a competição, o clube é formado por atletas muçulmanos, que não comemoram a virada de ano.
Após uma viagem de quase 30 horas, desde Riad, na Arábia Saudita, o Al-Hilal se prepara para a estreia contra o Atlético-PR, no domingo, às 14 horas, em Paulínia. O convite para a disputa da Copa São Paulo surgiu na visita do príncipe Nawaf Al Saud ao Brasil, há um ano.
"Esperamos causar uma boa impressão. Para mim, será um grande sucesso se passarmos para a segunda fase", diz o técnico da equipe saudita, o romeno Marian Bondrea. "É uma grande oportunidade para este garotos ganharem experiência."
Bondrea explica que, além da falta de tradição, alguns fatores extra-campo dificultam o desenvolvimento do futebol nos países árabes. Entre eles, o modo de vida exigido pela religião muçulmana, que obriga os fiéis a rezarem 6 vezes ao dia. "Eles têm de parar o que estão fazendo para rezar. Mas em torneios internacionais, como a Copa São Paulo, podem antecipar a oração para 20 minutos antes do jogo, caso necessário", conta o técnico
Apesar da distância e das diferenças culturais, o clube mantém uma relação antiga com o futebol brasileiro. No fim da década de 70, o craque Rivellino vestiu o uniforme azul do Al-Hilal. Atualmente, o time principal tem como maior estrela o meia Thiago Neves, ex-Fluminense.
Entre os garotos, o ídolo é Romário, que até passou pelo futebol árabe, em 2003. Passagem mais do que discreta: em três jogos, o Baixinho não marcou gol pelo Al-Sadd. Mesmo assim, tem a preferência dos mais jovens. "Ele é o mais famoso", confirma o goleiro Abdalah Al-Sadayry, que também é capitão da seleção Sub-18 da Arábia Saudita.
Clube de maior torcida no país, o Al-Hilal é um dos que mais cedem jogadores para a seleção. Entre os juniores está Sultan Al-Deayea, sobrinho do goleiro Mohammad - titular da Arábia Saudita nas últimas quatro edições da Copa do Mundo. Atuando como defensor, Sultan quebrou uma tradição de família. Seu pai também foi goleiro da seleção.
"É hora de mudar. Gosto de jogar como marcador", diz o jovem, fã do zagueiro brasileiro Lúcio. A decisão parece sensata: seu tio é o goleiro mais vazado da história da Copa do Mundo, com 25 gols, ao lado do mexicano Antonio Carbajal. 31/12/2009 15:02 - CN/ES/FUTEBOL/COPA SÃO PAULO/ESPECIAL
Time árabe espera surpreender na Copa São Paulo
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São Paulo, 31 (AE) - Enquanto os rivais folgaram para celebrar a chegada de 2010, um time ficou concentrado para a Copa São Paulo de Futebol Júnior, que começa no sábado. Na noite de réveillon, os jovens do Al-Hilal, da Arábia Saudita, tinham a intenção de dormir cedo no hotel em que estão hospedados, em Campinas. O motivo não é disciplinar. Primeiro árabe a disputar a competição, o clube é formado por atletas muçulmanos, que não comemoram a virada de ano.
Após uma viagem de quase 30 horas, desde Riad, na Arábia Saudita, o Al-Hilal se prepara para a estreia contra o Atlético-PR, no domingo, às 14 horas, em Paulínia. O convite para a disputa da Copa São Paulo surgiu na visita do príncipe Nawaf Al Saud ao Brasil, há um ano.
"Esperamos causar uma boa impressão. Para mim, será um grande sucesso se passarmos para a segunda fase", diz o técnico da equipe saudita, o romeno Marian Bondrea. "É uma grande oportunidade para este garotos ganharem experiência."
Bondrea explica que, além da falta de tradição, alguns fatores extra-campo dificultam o desenvolvimento do futebol nos países árabes. Entre eles, o modo de vida exigido pela religião muçulmana, que obriga os fiéis a rezarem 6 vezes ao dia. "Eles têm de parar o que estão fazendo para rezar. Mas em torneios internacionais, como a Copa São Paulo, podem antecipar a oração para 20 minutos antes do jogo, caso necessário", conta o técnico
Apesar da distância e das diferenças culturais, o clube mantém uma relação antiga com o futebol brasileiro. No fim da década de 70, o craque Rivellino vestiu o uniforme azul do Al-Hilal. Atualmente, o time principal tem como maior estrela o meia Thiago Neves, ex-Fluminense.
Entre os garotos, o ídolo é Romário, que até passou pelo futebol árabe, em 2003. Passagem mais do que discreta: em três jogos, o Baixinho não marcou gol pelo Al-Sadd. Mesmo assim, tem a preferência dos mais jovens. "Ele é o mais famoso", confirma o goleiro Abdalah Al-Sadayry, que também é capitão da seleção Sub-18 da Arábia Saudita.
Clube de maior torcida no país, o Al-Hilal é um dos que mais cedem jogadores para a seleção. Entre os juniores está Sultan Al-Deayea, sobrinho do goleiro Mohammad - titular da Arábia Saudita nas últimas quatro edições da Copa do Mundo. Atuando como defensor, Sultan quebrou uma tradição de família. Seu pai também foi goleiro da seleção.
"É hora de mudar. Gosto de jogar como marcador", diz o jovem, fã do zagueiro brasileiro Lúcio. A decisão parece sensata: seu tio é o goleiro mais vazado da história da Copa do Mundo, com 25 gols, ao lado do mexicano Antonio Carbajal. (informações do Estadão)