Cidades

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Prefeito cobra policiamento em postos de saúde

Prefeito cobra policiamento em postos de saúde

Redação

24/01/2010 - 06h51
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O prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho, cobra policiamento nos postos de saúde da cidade para que não voltem a se repetir casos de violência, como o registrado na última quinta-feira na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Almeida. Amanhã, ele reúne-se com o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, e representantes da área da saúde para discutir estratégias com o objetivo de garantir tranquilidade aos profissionais. “Preciso garantir segurança aos funcionários que trabalham lá. Da forma como está não pode continuar. Os médicos, atendentes e outros profissionais que trabalham nos postos precisam de tranquilidade para trabalhar”, afirmou Trad Filho. Ele disse que ainda será estudada uma parceria com policiais nas unidades. Uma das possibilidades é disponibilizar ao menos um policial para atender em cada unidade. O coronel Carlos Alberto David dos Santos, comandante da Polícia Militar, disse que depois da reunião – quando serão expostos os problemas registrados nas unidades – terá condições de traçar uma estratégia e ver o que pode ser feito. “Ainda não temos como adiantar nada, pois só conheço os problemas pelo jornal”, diz. A reunião de amanhã acontecerá no posto de saúde da Vila Almeida e deverá contar ainda com a presença do secretário municipal de Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e de Administração, Jorge Martins. Deficiência O tumulto na unidade da Vila Almeida aconteceu por volta das 22 horas de quintafeira, quando cerca de 20 homens invadiram o local revoltados com a demora no atendimento. Os quatro médicos que estavam de plantão tiveram de ficar trancados em uma sala. Havia apenas uma guarda municipal no momento da invasão e houve dificuldade para conter as pessoas. Funcionários relataram que ligaram duas vezes para a Polícia Militar, mas nenhuma viatura foi enviada ao local. O coronel David disse desconhecer o fato e que tudo será apurado amanhã. Apesar do tumulto, não houve agressões. A informação é de que 250 pessoas foram atendidas na UPA e que a demanda de pacientes teve aumento por conta dos casos suspeitos de dengue. Também no dia 9 deste mês, uma médica foi agredida verbal e fisicamente por uma paciente no posto de saúde da Coophavila II. Uma moradora do Assentamento Eldorado procurou o posto com fortes dores de cabeça e ficou revoltada por ficar três horas esperando. Ela foi alvo de inquérito policial. No caso de quinta-feira, ainda não há informações sobre alguma investigação da Polícia Civil em andamento.

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