Cidades

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Transparência

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Redação

27/01/2010 - 07h43
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“Conjugação de esforços para agilização de procedimentos visando à implementação de medidas com vistas à efetivação da construção e operação do novo empreendimento, sob responsabilidade exclusiva da Arbeit, ou por empresa representante da mesma para tais fins, recebendo em concessão a Área com aproximadamente 168.000 metros quadrados, para nela desenvolver um empreendimento imobiliário constituído do novo Centro Administrativo e outros prédios para atividades comerciais e de serviços. Projetos estes voltados para estimular o crescimento econômico e social de Campo Grande, de forma a se respeitar o ordenamento territorial, através da integração regional, o desenvolvimento regional, o desenvolvimento econômico e da criação de empregos e renda e assim contribuir para a redução das desigualdades sociais". Se alguém compreendeu com exatidão o conteúdo do texto entre aspas pode considerar-se uma pessoa de mente minimamente privilegiada, pois nem mesmo as autoridades municipais souberam explicar do que se trata. Informaram apenas que é um convênio assinado pelo prefeito e o diretor da empresa alemã Arbeit Desenvolvimento Imobiliário Ltda. para possível construção de uma nova prefeitura em Campo Grande. Muito mais do que isto nem mesmo o prefeito teve condições de revelar. Então, a contar pela primeira publicação oficial a respeito da negociação, a possível construção do novo Paço é realmente um negócio muito nebuloso. Nada contra o empreendimento, necessário para a cidade, já que as secretarias estão espalhadas pelos quatro cantos, o que significa custos para a administração e principalmente para os munícipes, que muitas vezes precisam perambular pela cidade para resolver seus "problemas". Porém, o que se espera é que haja um mínimo de transparência nesta negociação, pois o terreno de quase 17 hectares que está sendo cedido ao grupo alemão é patrimônio público e o administrador, quem quer que seja, tem dever de dar explicações sobre aquilo que está ocorrendo. No pouco que foi possível compreender do "convênio" publicado no Diogrande de segunda-feira está explícito que o grupo será responsável pela construção e "operação" do empreendimento. Será que isto não significa que "pelo resto da vida" a municipalidade será obrigada a pagar aluguel para esta empresa, ou uma espécie de leasing? Com a Câmara ocorreu algo parecido e há anos arrasta-se pendenga judicial a respeito de valor astronômico do aluguel. Além disso, praticamente todas as secretarias estão instaladas em prédios próprios e por isso não se justificaria possível transferência para um espaço único, pois haveria aumento de gastos. A única coisa clara até agora é que está em curso mais uma das já tradicionais e onerosas terceirizações. Na prefeitura da Capital há generoso quadro de engenheiros e arquitetos e certamente há gente suficientemente competente para elaborar um projeto próprio e também para tirá-lo do papel, sem necessidade de apelar a "milagreiros" de fora, os quais certamente estão dispostos a se instalar na cidade em troca da garantia de lucros abundantes.

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