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PMDB do Estado não aceita apoiar Dilma

PMDB do Estado não aceita apoiar Dilma

Redação

29/01/2010 - 09h29
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A Executiva Regional do PMDB de Mato Grosso do Sul decidiu defender a reeleição do presidente da Câmara, deputado Michel Temer (SP), como presidente nacional do partido, mas se posicionou contrária ao apoio à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. “Reeleger o Temer não significa se aliar ao PT”, frisou o presidente regional do PMDB, Esacheu Nascimento, ontem, depois de participar, no dia anterior, da reunião da Executiva Nacional em Brasília que confirmou a convenção antecipada para o dia 6 de fevereiro. A decisão da Executiva de reforçar a liderança de Temer foi em resposta à articulação de setores do PT contra a indicação do paulista para vice na chapa presidencial petista e Esacheu admite que a quase unanimidade dos presentes votou por reforçar a liderança do presidente. Entretanto, garante que, no caso de coligação do PT, “a maioria foi clara que ficaria contra Temer”. O presidente do PMDB estadual ressalta que as articulações de apoio a Dilma feitas pelo próprio Temer e por outras lideranças nacionais não tem caráter oficial. “São conversas de jantares informais que ganharam repercussão na imprensa”, afirma. Defendendo as teses de candidatura própria ou de aliança com o PSDB, o representante regional da sigla afiança que, a partir da reunião de quarta- feira, a definição sobre a sucessão presidencial passou a ser objeto de definição formal a ser conduzida pela Executiva. Afirma que a convenção do próximo dia 6 servirá apenas para eleger o Diretório Nacional e só na de junho serão oficializadas candidaturas e alianças. A intenção do diretório sul-mato-grossense e dos demais que resistem em apoiar Dilma é usar o tempo para “tentar esgotar essa discussão para chegar ao consenso”. Caso não haja acordo, “vamos à convenção nacional do PMDB contra a ala que quer coligar com o PT”, assegura Esacheu. Embora articule em jantares sua indicação à chapa de Dilma, na reunião da Executiva o próprio Temer frisou ser “candidato a deputado federal” e disse que o partido tem muito tempo, de fevereiro a junho, quando se realizará a convenção para tratar de chapa presidencial. “O PMDB é que vai decidir esse assunto de vice”, acrescentou. Vale lembrar, entretanto, que a data escolhida para reeleger Temer é exatamente 12 dias antes da reunião do PT para sacramentar a candidatura da ministra Dilma Rousseff à sucessão do presidente Lula.

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