?Questão de candidatura e de alianças é para outra convenção. Aqui é para a escolha da executiva. Deixa esse assunto para depois?, disse. Mas, durante o discurso, afirmou que o partido chegará ao mês de julho unido para definir o assunto. ?Se fizermos uma aliança, como muito possivelmente vamos fazer, vamos estabelecer um programa para o país?, completou.
Temer ainda minimizou os questionamentos jurídicos feitos por uma ala do partido contrário à realização da convenção hoje (6). Disse que houve apenas ?uma pequena guerra de liminares?. Ontem (5) o Tribunal de Justiça do Distrito Federal concedeu a liminar suspendendo a convenção hoje. Durante a madrugada, o presidente do Superior Tribunal de Justiça, Cesar Asfor Rocha, suspendeu a liminar e manteve o evento neste sábado.
?É um processo tranquilo. Tranquilidade absoluta: política e jurídica?, afirmou Temer.
A eleição é feita em duas etapas. Primeiro, a escolha do diretório. Depois de apurados os votos, o novo diretório se reúne e escolhe a executiva: presidente, vice e outros integrantes. O nome de Temer para a presidência deve ser escolhido por aclamação.
A divergência poderá ocorrer na escolha do vice. Os senadores Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR) disputam o cargo. Os dois dizem que haverá acordo e que, pacificamente, se chegará a um nome. ?Até as 17h [quando termina a convenção], muita água vai passar embaixo da ponte?, disse Jucá. ?Estamos num grande momento do PMDB que se constrói com gestos e não com vetos. Por mim, não tenho resistência a ninguém?, completou.
O cargo de vice do PMDB é fundamental porque se Michel Temer for se candidatar à vice-presidência da República, precisará se licenciar do partido. Com isso, o vice irá assumir o comando do partido com maior representação na Câmara e no Senado. (da Radiobrás)