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André volta a aproximar-se do PT e admite apoiar Dilma

André volta a aproximar-se do PT e admite apoiar Dilma

Redação

12/02/2010 - 08h11
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Depois de trocar acusações acirradas com petistas, o governador André Puccinelli (PMDB) voltou a aproximarse dos rivais e admitiu ainda o interesse de apoiar a ministra Dilma Rousseff (PT) para presidente da República. “Tudo vai depender dela”, esclareceu. Ontem ele revelou que conversou com o deputado federal Vander Loubet (PT) e com o senador Delcídio do Amaral (PT) sobre investimentos em Mato Grosso do Sul. E ressaltou que está aberto a negociação política com todos os partidos, inclusive, o PT. Com o senador, Puccinelli confidenciou que falou por três horas e meia em uma praia de Santa Catarina, em suas férias, em janeiro. Ele garantiu que toda a reunião centrou-se em investimentos no Estado e não quis revelar a conversa sobre o assunto político. Já com Vander, discutiu também a liberação de verbas para o Estado. O encontro teria acontecido anteontem à noite, em evento na Capital. “Eu converso sobre apoio aos municípios, ao Estado”, afirmou Puccinelli, durante evento em Campo Grande. “Se quiserem conversar sobre política comigo, eu nunca me recuso a conversar com ninguém, mas conversar sobre política dizendo com quem eu vou ficar, aí não”, completou. Ele repetiu que apenas a partir do dia 31 de março vai anunciar quem apoiará na eleição nacional. Mas está aberto a negociação política com os partidos interessados em fazer aliança com o PMDB. No entanto, depois de dar vários sinais de sua preferência por tucanos, o governador voltou a declarar que é o noivo à espera da resposta da noiva (ministra Dilma): “eu disse ‘a noiva que escolha que noivo quer para casar’”. A afirmação destaca a necessidade de a petista optar entre seu palanque ou o do ex-governador José Orcírio dos Santos (PT). Se a ministra aceitá-lo, André admite apoiá-lo na condição, evidentemente, de não enfrentar o ex-governador José Orcírio dos Santos na sucessão estadual. É questão, na sua avaliação, que cabe ao Planalto e ao PT decidir o rumo que pretendem tomar em Mato Grosso do Sul. Questionado se aproveitará a passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por Três Lagoas, para tentar derrubar o projeto do PT de enfrentá-lo, Puccinelli informou que só falará o que o presidente quiser. “Com qualquer presidente você fala o que eles dizem, você tem que responder”, frisou. Em seguida, ele ainda afastou a possibilidade de interferir no rumo de adversários. “Eu não posso pedir isso (para o PT abandonar o projeto de candidatura própria). Não cabe a mim, eu tenho que cuidar do PMDB. Se eles quiserem, é um direito que eles têm, todo partido tem o direito de lançar candidato”, ressaltou. Crise com aliados Em relação à acusação de deputados aliados, que se queixaram de ele falar sem pensar, Puccinelli não manifestou nenhuma preocupação com eventuais consequências políticas. “Eu não estou falando demais nada, estou quieto e mudo. Não estou retrucando, não estou contestando, estou fazendo ioga, o poder da mente sobre o corpo. Vocês vão me ver sempre sorridente, emocionado como estou”, disse. Foto ao PT Cancelamento da visita do presidente Lula à cidade de Três Lagoas, no dia 19 deste mês, chegou a ser cogitada. Tudo porque o secretário de Comunicação do PT estadual, Ananias Costas, enviou à direção nacional do partido fotografias de painel de um site de notícias em Campo Grande com a frase “Em ataque a Lula, André diz que não é ladrão, vadio nem cachaceiro”. Na quarta- feira, o site divulgou errata intitulada “André não atacou o Governo Lula”.

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