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Indianos compram usinas de álcool no País

Indianos compram usinas de álcool no País

Redação

22/02/2010 - 03h42
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O grupo indiano Shree Renuka Sugars Ltd. finalizou hoje a aquisição de 50,8% da Equipav Açúcar e Álcool, que tem usinas nas cidades paulistas de Promissão e Brejo Alegre. O negócio prevê a injeção de R$ 600 milhões na companhia sucroalcooleira e produtora de energia elétrica de biomassa. A empresa indiana assumirá, ainda, proporcionalmente, parte da dívida de R$ 1,5 bilhão da Equipav, que será renegociada. Procurada pela Agência Estado, a diretoria da Equipav, cujos acionistas ficarão com 49,2% das usinas, confirmou a negociação com o grupo indiano. No negócio, iniciado em agosto, o Shree Renuka Sugars Ltd. bateu as multinacionais Bunge, Noble Group, a parceria entre Rhodia e o fundo Vital Renewable Energy Company (VREC), bem como o Grupo Cosan, única companhia brasileira que ainda estava na disputa pelas usinas. As usinas Equipav e Biopav devem processar 10,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra que será iniciada até o próximo mês e ampliar para 12 milhões de toneladas na safra 2011. “A companhia é uma plataforma de crescimento do grupo indiano no Brasil”, afirmou José Carlos Toledo, acionista e diretor da Equipav. Parte do dinheiro capitalizado pela Equipav na associação ao grupo Shree Renunka Sugars Ltd. já foi injetada no pagamento de compromissos de curto prazo, entre eles o atraso no pagamento de fornecedores, que gerou protestos na última semana em frente à Biopav, em Brejo Alegre. A compra da fatia majoritária da Equipav é o segundo negócio do grupo indiano em quase quatro meses no Brasil. Em 11 de novembro, a companhia anunciou a compra das duas unidades sucroalcooleiras da Vale do Ivaí Açúcar e Álcool, em São Pedro do Ivaí (PR). O valor total das unidades paranaenses compradas, que processam 3,1 milhões de toneladas de cana, chegou a US$ 240 milhões e incluiu 18 mil hectares de terras, associações nos dois maiores terminais de exportação de açúcar e de álcool do Paraná e ainda na CPA Trading, responsável pela comercialização de 60% do etanol daquele Estado. À época, a companhia já falava em mais aquisições no Brasil, com crescimento, centralizado no centro-sul do País, a fim de ampliar a competitividade no negócio global de açúcar. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial da commodity e a Índia, hoje o segundo maior produtor, precisou importar açúcar na atual safra após a quebra da safra local. A venda do controle acionário da Equipav amplia ainda mais a participação estrangeira no setor sucroalcooleiro do Brasil. Entre dezembro de 2009 e este mês a Bunge definiu a aquisição de cinco usinas do Grupo Moema, capazes de moer 13,5 milhões de toneladas de cana por safra. Ainda em fevereiro, a Cosan anunciou a parceria com a gigante petroleira Shell. No ano passado, a francesa Louis Dreyfus Commodities (LDC) ficou com 60% da Santelisa Vale, na região de Ribeirão Preto.

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