Cidades

Cidades

Delegacias não serão mais usadas para custódia de presos

Delegacias não serão mais usadas para custódia de presos

Redação

23/02/2010 - 03h59
Notícia sem imagem
O fim das carceragens em delegacias de polícia é uma das medidas previstas na Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), lançada ontem, em Brasília. A estratégia, que prevê uma série de providências para a melhoria do funcionamento da justiça criminal em todo o País, é formada pela execução de ações integradas do Conselho Nacional de Justiça, Ministério da Justiça e Conselho Nacional do Ministério Público. As medidas devem ser colocadas em operação ainda neste ano. Para o Conselho Nacional de Justiça, autor da proposta de fim das carceragens em delegacias, a intenção é acabar com as cadeias nas unidades policiais, onde a custódia de pessoas deve durar apenas o tempo necessário para a lavratura dos autos de prisão em flagrante e para os procedimentos policiais de praxe, com imediato encaminhamento ao estabelecimento penal adequado, em cumprimento à Constituição e à Lei de Execuções Penais e reduzir o percentual de presos provisórios, pelo julgamento. De acordo com dados do colegiado de Justiça, em dezembro de 2009 a população carcerária no Brasil somava 473.626 pessoas, sendo 56.514, ou quase 12%, se encontravam custodiadas em delegacias de polícia. Em Mato Grosso do Sul, ainda conforme levantamentos do Conselho Nacional de Justiça, em dezembro a população carcerária do Estado somava 10.844 detentos, sendo que em delegacias estavam recolhidos 1.203 presos, ou seja, 11,09% do volume total. Por serem as delegacias locais inadequadas para encarceramento prolongado, são comuns os episódios de fugas, tentativas de fugas e rebeliões, aliando a isso o fato de policiais são serem preparados para a custódia de presos nessas condições. No último domingo, por exemplo, presos da Delegacia de Polícia Civil de Rio Verde de Mato Grosso tentaram rebelião porque o marmitex servido não tinha carne. Cadeados das celas chegaram a ser quebrados. Em janeiro três presos fugiram do local, aproveitando-se de sua precariedade. O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, reconhece que as carceragens nas delegacias são inapropriadas para custódia. Segundo ele, nesses locais não há o devido controle sobre a preservação dos direitos fundamentais dos presos, “há superlotação e constantes fugas nas delegacias, onde também há registros de tortura, pela absoluta ausência de estrutura adequada à manutenção do encarceramento”.

Oportunidade de Emprego

Prefeitura abre seleção sem prova com salário de R$ 2,5 mil em Campo Grande

Inscrições gratuitas começam na segunda-feira (9); seleção exige formação em Magistério ou Normal Médio e será feita por análise de títulos.

06/11/2026 19h32

Prefeitura de Campo Grande abre processo seletivo com salário de R$ 2,5 mil e inscrições gratuitas a partir de segunda-feira (9).

Prefeitura de Campo Grande abre processo seletivo com salário de R$ 2,5 mil e inscrições gratuitas a partir de segunda-feira (9). Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande

Continue Lendo...

Previdência Social

INSS muda auxílio-doença e dá 10 dias para nova análise em MS

Nova regra já está em vigor e permite que segurados que tiveram o benefício negado pela análise de documentos apresentem novos laudos antes de recorrer

06/11/2026 18h31

Segurados aguardam atendimento em setor de perícia médica do INSS; novas regras permitem pedir reanálise do auxílio-doença negado em até dez dias.

Segurados aguardam atendimento em setor de perícia médica do INSS; novas regras permitem pedir reanálise do auxílio-doença negado em até dez dias. Foto: Agência Brasil

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).