Adilson Trindade
Se para a maioria da população o mês de março é conhecido como mês das águas, para as lideranças políticas estaduais, este março será de angústia. A indefinição dos principais líderes partidários é a responsável única por esse clima de apreensão: o governador André Puccinelli (PMDB) apoiará a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata oficial do PT à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou estará ao lado do governador de São Paulo, que seria o candidato tucano na disputa presidencial?
De Brasília, o chefe do Executivo estadual recebeu um recado: se der palanque a qualquer opositor à Dilma, tanto ela, quanto o presidente Lula, estarão quantas vezes for necessário no palanque do ex-governador José Orcírio dos Santos, do Partido dos Trabalhadores. A advertência, supostamente em tom "cordial", veio trazida pelo prefeito Nelsinho Trad, quando de sua viagem a Três Lagoas, no avião presidencial. E foi feita de forma direta pelo presidente Lula: "avisa lá que, se necessário, eu vou. Para o palanque e em campanha de chão".