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Pesquisa é animadora para mais de 80 mil

Pesquisa é animadora para mais de 80 mil

Redação

15/03/2010 - 09h03
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O anúncio de que entre três e cinco anos contra vacina da dengue estará disponível para a população é animador para os 80.394 pacientes que entre 2006 e 2010 (o último dia 11 de março) apresentaram sintomas ou de fato tiveram a doença em Campo Grande e correm o risco de voltar a ter dengue numa forma mais grave. Também traz alívio para quem ainda não passou pela experiência, mas não cicatriza a dor e a saudade dos familiares das 11 pessoas que morreram de dengue neste período. Há ainda cinco casos sob investigação. Inconsoláveis, muitos canalizam a revolta culpando médicos por não terem antecipado o diagnóstico e se queixam da demora no atendimento na rede pública. Entre as cinco mortes que ainda estão sendo investigadas, está a de Silvana Cristina da Silva, de 33 anos, mãe de três filhos. Ela morreu quarta-feira passada (10) no Hospital Universitário. No sábado anterior, tinha bom estado de saúde, tendo participado de uma festa em família. No domingo apareceram os primeiros sintomas da doença: febre alta e dores pelo corpo. Na segunda-feira esteve na Unidade de Pronto Atendimento da Vila Almeida, onde foi medicada e liberada. Na terça-feira Silvana piorou, voltou ao posto, mas os médicos a liberaram. Ao chegar em casa, desmaiou. Levada de volta ao posto, foi encaminhada ao Hospital Universitário. Assim que deu entrada, Silvana teve parada respiratória. Os médicos informaram à família que o fígado não funcionava e a morte era iminente. Após uma noite no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), faleceu. Outra vítima foi o aposentado Xisto Ramão Sadhas, de 55 anos, que morreu no dia 2 de março, depois de passar dois dias internado no Hospital do Pênfigo. Os primeiros sintomas da doença apareceram na quinta-feira da semana anterior. Além dele, a esposa, Marilene Félix Rodrigues Sadhas, de 44 anos, e a filha do casal, Mislaine, pegaram a doença, mas conseguiram se recuperar. Nem todas as histórias relacionadas com a dengue tiveram um final trágico. Que o digam os pais da menina Aisha Luana Corrêa da Silveira, de 7 anos, que ficou internada em estado grave no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Universitário, com dengue hemorrágica. Na última quarta-feira ela voltou para casa depois de cinco dias de internação. Segundo a mãe da menina, Maria Rodrigues Corrêa, seu estado ficou tão crítico, que os médicos alertaram que o pior poderia acontecer. Maria levou Aisha à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do do Coronel Antonino no domingo (28) e o médico diagnosticou o seu caso como virose. No dia seguinte ela foi levada novamente ao posto porque ainda não havia melhorado, o diagnóstico foi o mesmo, sendo receitada dipirona. Na terçafeira, diante do agravamento do seu quadro, a menina foi internada no Hospital Universitário. (FP)

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