Da redação
A Justiça peruana decidiu seguir adiante com o processo contra o ex-ministro do Interior do primeiro Governo de Alan García, Agustín Mantilla, pelos assassinatos que o comando paramilitar "Rodrigo Franco" supostamente realizou durante sua gestão, informou neste sábado o jornal local La República.
A Sala Penal Nacional desprezou uma solicitação da defesa de Mantilla para arquivar a ação, iniciada em 2008, por considerar que os assassinatos dos dois dirigentes sindicais ocorridos em 1989 e pelos quais o ministro é acusado não eram de lesa-humanidade, e, portanto, tinham prescrito.
O tribunal decidiu que os delitos de sequestro e posterior homicídio dos dois sindicalistas, considerados como de extrema crueldade pela Promotoria, são sim de lesa-humanidade por isso, em função dos tratados internacionais assinados pelo Peru, não prescrevem.
Com informações da Agência Estado