Cidades
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"Muita coisa vai acontecer", diz o delator do mensalão do DEM
"Muita coisa vai acontecer", diz o delator do mensalão do DEM
Durval ratificou os 40 depoimentos dados até agora à Polícia Federal e ao Ministério Público como réu colaborador do inquérito conduzido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Mas ele se recusou a responder às perguntas dos deputados. Logo após os recados iniciais, usou o direito de ficar em silêncio, assegurado por habeas corpus da Justiça e questionou a legitimidade da Câmara para comandar a CPI, uma vez que vários dos seus integrantes são acusados de recebimento de propina. “Só presto depoimento para entidades sérias e nas quais confio”, afirmou.
Com essa postura de Durval, a sessão da CPI durou apenas 35 minutos. Sob flashes intensos, ele entrou no ambiente com pose de herói anticorrupção, penteado com gel e trajando blazer escuro sobre camisa branca. Diante da insistência do deputado Batista das Cooperativas (PRP), Durval disse, irritado, que seria mais útil interrogar os envolvidos no esquema. “A sociedade está ansiosa para ouvir o ex-governador Arruda, o Paulo Octávio, seus assessores, os secretários e os deputados envolvidos darem suas explicações”, afirmou.
A sessão foi realizada num auditório do Instituto Nacional de Criminalística (INC), da Polícia Federal, sob forte esquema de segurança porque Durval está sob proteção. Suas delações levaram à deflagração da operação, em 27 de novembro passado. Ele anexou ao inquérito 30 vídeos com cenas de corrupção explícita em que Arruda, deputados e secretários do governo aparecem guardando maços de dinheiro nos bolsos, em pastas e até nas meias e cuecas. “Eu apenas tive a coragem de me livrar desse mal que estava me corroendo”.
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