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Governo descarta reajuste acima de 7% a aposentados

Governo descarta reajuste acima de 7% a aposentados

Redação

14/04/2010 - 23h35
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Brasília

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou ontem que o governo federal não tem condições de conceder reajuste acima de 7% para aposentados e pensionistas que ganham acima de um salário mínimo (R$ 510). Ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá recorrer ao veto se a Câmara e o Senado aprovarem um índice maior. Na semana passada, líderes da Câmara e do Senado chegaram a anunciar um acordo que previa reajuste de 7,7%.

Padilha participou ontem de almoço com líderes da base aliada na Câmara. A proposta original do governo, que está em medida provisória e já foi repassada aos aposentados, é de 6,14%. O ministro afirmou que o limite para subir o reajuste é de 7%. “Além disso o governo não suporta e não vai levar a uma irresponsabilidade fiscal dando aumento maior.”

Ele destacou que Lula já vetou reajuste para aposentados em 2006 e não teria problema em fazer isso novamente em ano eleitoral. “Se quiserem esticar a corda, quem muito quer nada tem. O presidente Lula já vetou outras vezes e em 2006 o presidente vetou mesmo sendo ano eleitoral”.
O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), defendeu que seja construído um acordo conjunto entre as duas Casas. “Essa é uma matéria vinculada entre Câmara e Senado, já que terá de voltar para cá, se for aprovado diferente lá.”

O líder do PSC, Hugo Leal, enfatizou que não seria possível para a Câmara dar aumento menor do que o Senado. “O acordo tem de ser conjunto. Se não for, vamos votar aqui já os 7,7%.” Diante do impasse, o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que a votação do tema pode não ser realizada nesta semana. A medida provisória que trata do reajuste aos aposentados que ganham acima de um salário mínimo tranca a pauta da Câmara.
Ainda ontem, o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, disse que o Executivo já fez sua parte e que nem o reajuste de 7% para as aposentadorias, negociado com líderes da base governista na Câmara, está assegurado.

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