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Processo acirra guerra do PDT com deputados

Processo acirra guerra do PDT com deputados

Redação

01/05/2010 - 05h34
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LIDIANE KOBER

Processo de infidelidade partidária voltou a acirrar a guerra do PDT com os deputados estaduais Ary Rigo e Onevan de Matos, que trocaram o partido pelo PSDB. Ontem, o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) reagiu à possibilidade de os parlamentares se livrarem da ação pelo fato de a direção nacional ignorar pedido do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para apresentar documento, provando que não houve intervenção no Estado. Segundo ele, o ofício não existe e a “defesa está fazendo de tudo para adiar o julgamento para depois das eleições”.

“Não tem nada a ver esse tal de documento. O que eles querem é ganhar tempo e o advogado (Carlos Marques) está usando sua influência para conseguir jogar o julgamento para depois das eleições de outubro”, afirmou Dagoberto. Segundo ele, além de pedir o documento, a defesa agiu para convocar mais testemunhas a fim de “ganhar tempo”. “Eu, por exemplo, não estava na lista e fui arrolado para testemunhar”, contou.

Para o parlamentar, o plano da defesa de Rigo e de Onevan é procrastinar o julgamento para depois das eleições com o intuito de o processo não atrapalhar a reeleição dos deputados, já que, se condenados, eles perdem o mandato. “A lei dá 60 dias para a Justiça julgar uma ação por infidelidade, porém, se passaram oito meses e nada”, ressaltou.

De acordo com a acusação, Rigo e Onevan trocaram o PDT pelo PSDB para continuar na base do governador André Puccinelli (PMDB). “Para esses deputados o que importa é continuar mamando nas tetas do governo. Eles sempre são e serão governistas, independentemente de quem está no Poder”, declarou.

Por outro lado, a defesa alega que queria adiar a decisão do rumo do partido na sucessão estadual para o período das convenções, enquanto Dagoberto, de olho na vaga de candidato ao Senado, exigia anunciar o lado da legenda ainda no ano passado.

Diante do impasse, a direção nacional acabou destituindo Rigo da presidência regional e nomeando João Leite Schimidt para comandar a sigla. Daí a necessidade do documento, solicitado pelo TRE. De acordo com a acusação não houve intervenção, apenas foi nomeado um representante, enquanto isso, a defesa afirma que aconteceu a intervenção.

Como a direção nacional não encaminhou o documento, depois de ser consultada por três ocasiões, o advogado Carlos Marques acredita que “a tendência é de que prevaleça a nossa tese”. “Fico triste, indignado de ver a arrogância com que esses profissionais da política, antecipem, juntamente com um advogado, um resultado tão sério. É triste ver que o meu Estado sofra esse tipo de influência”, rebateu Dagoberto.

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