Cidades

Infidelidade partidária

PMDB não pretende punir Valter por infidelidade

PMDB não pretende punir Valter por infidelidade

Redação

30/06/2010 - 07h39
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O PMDB não pensa em punir o senador Valter Pereira por infidelidade partidária. O parlamentar fará campanha contra o deputado federal Waldemir Moka (PMDB) e em favor de Delcídio do Amaral (PT) e de Dagoberto Nogueira (PDT) na corrida por vaga de senador. Além disso, ele vai contrariar o rumo do partido em Mato Grosso do Sul, apoiando Dilma Rousseff (PT) para presidente.

Para a deputada estadual Celina Jalad (PMDB), Valter “tem suas razões” para se rebelar contra a legenda. Na tribuna do Senado, ele queixou-se de ser prejudicado nas prévias do PMDB, quando perdeu para Moka o direito de representar o partido na briga pela reeleição. Na ocasião, Valter acusou o governador André Puccinelli (PMDB) de usar a máquina do Governo do Estado para favorecer Moka. “Não serei eu quem pedirá punição a um homem (Valter) que ajudou a fundar o PMDB em Mato Grosso do Sul”, ponderou Celina.

Ao mesmo tempo em que revelou respeito e tristeza por conta do posicionamento do senador, o deputado estadual Carlos Marun (PMDB) fez pouco caso ao ser indagado sobre como o PMDB deverá agir diante da infidelidade de Valter. “Temos coisas mais importantes para pensar”, disse, citando a necessidade de trabalhar pela reeleição do governador. “Mas vejo com muita tristeza a atitude do senador. Espero que ele reveja o posicionamento”, completou. “É uma atitude inconsequente”, concluiu.

Da mesma forma que Marun e Celina, mas por outros motivos, o deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB) também duvida da punição de Valter. “Se tiver que punir ele, vão ter que punir todos”, defendeu. “Nas mais diversas esferas, tem gente fazendo campanha para dobradinhas rivais e candidatos adversários”, explicou.

É o caso do deputado estadual Antônio Braga (PDT). No último domingo, seu partido homologou apoio ao ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) na sucessão estadual, mas ele trabalhará pela vitória de Puccinelli. “Os partidos ainda não estão preparados para cumprir a lei de fidelidade partidária”, opinou. “Porque as decisões não levam em conta a vontade da maioria. A democracia não é respeitada”, acrescentou. (LK)

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