Cidades
Eleições 2010
Prefeitos do PMDB temem represálias por apoiar Dilma
Prefeitos do PMDB temem represálias por apoiar Dilma
O prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), não estará sozinho na campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT), em Mato Grosso do Sul. Outros prefeitos do partido manifestaram interesse de trabalhar para a petista. Eles evitam, no entanto, fazer declaração pública para não sofrer retaliações do governador André Puccinelli (PMDB), que fez apelo para todos estarem com o candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, José Serra.
Mesmo assim, o PMDB deve participar rachado da campanha presidencial em Mato Grosso do Sul. As principais lideranças do partido estarão em lados opostos, tanto na Capital quanto no interior. Puccinelli, que será o principal cabo eleitoral de Serra não conseguiu, até o momento, agregar todos os peemedebistas para o palanque do tucano.
Para atrapalhar o plano do governador, Nelsinho Trad, uma das grandes lideranças do PMDB no Estado, reforçará a campanha de Dilma e buscará adeptos à petista.
Outros peemedebistas declararam publicamente apoio à ex-ministra, como o deputado federal Nelson Trad, o vice-prefeito Edil Albuquerque e o senador Valter Pereira. Os deputados Geraldo Resende e Marçal Filho ainda não decidiram quem apoiar, mas admitem que estão inclinados a pedir votos para Dilma. Os prefeitos do PMDB que ficarão ao lado de Dilma, no entanto, preferiram revelar posicionamento apenas para Nelsinho. Eles temem represálias por parte do governador, como o corte de verbas para os municípios.
Respeito
André demonstra a sua disposição de não dar sossego a Nelsinho, enquanto não convencê-lo a trocar Dilma por Serra na campanha presidencial. O prefeito não ficou nem um pouco sensibilizado com os apelos de André e reiterou a sua decisão de apoiar a candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na convenção regional do PMDB, ele exigiu publicamente respeito à sua posição de apoiar Dilma depois de ouvir o deputado federal Waldemir Moka (PMDB), candidato a senador, declarar a decisão partidária para todos defenderem José Serra na campanha presidencial. O discurso constrangeu Nelsinho, que terá a sua mulher, Antonieta Trad, ocupando a vaga de suplente de Moka.
O vice-prefeito de Campo Grande, Edil Albuquerque, será suplente do serrista Murilo Zauith (DEM) na disputa para o Senado, mas estará com Dilma na campanha presidencial. Edil disse estar seguindo os passos de Nelsinho e assegurou a sua determinação de não ceder a pressão de Puccinelli para mudar de lado. “Sou Dilma e pronto!”, exclamou Edil. E não vê nenhuma razão para defender a eleição de José Serra para presidente da República. “Quem ajudou Campo Grande não foi o Serra, foi o presidente Lula e a ministra Dilma”, comentou, quando foi lançado a candidatura de Murilo Zauith (DEM) ao Senado. Ele respeita a decisão de André de apoiar a candidatura de Serra para presidente da República. Também não se sente nem um pouco constrangido de ser parceiro de chapa de Murilo, aliado do tucano na sucessão presidencial.
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