Por outro lado, como já deixaram claro as autoridades do setor, esta ativação fará com que o reajuste das tarifas de energia no próximo ano seja maior, pois um custo da ordem de R$ 6 milhões diários terá de ser rateado pela população do País inteiro. É certo que as térmicas foram construídas exatamente com o objetivo de serem utilizadas em momentos emergenciais. E, se os controladores do nível das hidrelétricas estão temendo que por conta da insuficiência de chuvas nas cabeceiras haja algum risco de desabastecimento, leigo nenhum no assunto tem condição de questionar a decisão.
O inexplicável, porém, é que em anos anteriores as tarifas já tiveram reajustes por conta da mesma explicação. Mais adiante, porém, as térmicas foram desativadas, ficando assim durante longos e longos meses, e nem por isso a conta de luz ficou mais barata. Então, qualquer leigo pode chegar à conclusão de que há muito está pagando para manter a lucratividade das térmicas, que pertencem a multinacionais ou a grandes grupos empresariais brasileiro. E, se em anos anteriores não houve redução, certamente agora não será diferente. O mesmo acontece quando as tarifas aumentam por conta da variação do dólar, como em 2003, logo após a primeira vitória do presidente Lula. Àquela época houve verdadeiro tarifaço, que nunca mais foi revertido, embora a moeda norte-americana tenha recuado em mais de um terço. Naquela época, o dólar aproximou-se da casa dos três reais, mas logo em seguida recuou para valor inferior a dois e nunca mais passou deste patamar. Por isso, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve explicações à sociedade antes de autorizar novos aumentos na já pesada conta de energia elétrica.
Inspeção surpresa
TCE-MS encontra irregularidades na usina de tapa-buracos em Campo Grande
Fiscalização surpresa identificou problemas no controle de pesagem dos caminhões e vai analisar a qualidade da massa asfáltica utilizada nos reparos das vias da Capital
04/11/2026 18h55
Equipe do TCE encontrou irregularidades em usina de massa asfáltica Foto: Divulgação / TCE-MS
Nova Etapa
Fazenda de R$ 95,7 milhões vira assentamento da reforma agrária em MS
Após aquisição da propriedade em Jaraguari, Incra oficializa criação de assentamento com quase 2 mil hectares e autoriza início da seleção dos beneficiários
04/11/2026 18h02
Visita de Lula ao Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, antecedeu a compra da fazenda que agora será destinada a 276 famílias em MS. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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