Cidades

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Empresário fica em silêncio no interrogatório

Empresário fica em silêncio no interrogatório

Redação

06/07/2010 - 07h52
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Considerado o principal suspeito pelo assassinato da arquiteta Eliane Nogueira de Andrade, de 39 anos, o empresário Luís Afonso dos Santos de Andrade, 42 anos, permaneceu em silêncio ontem durante interrogatório na 4ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, onde está recolhido desde sexta-feira. Segundo informações de seu advogado, Rui Lacerda, ele só deverá falar à polícia após a defesa ter acesso ao inquérito policial. “Como ele não tem conhecimento do que há no inquérito, preferiu se manter em silêncio”, informou.
Durante a manhã, o advogado esteve na 4ª Delegacia para solicitar cópia do inquérito. Questionado sobre as contradições nos depoimentos de testemunhas e do acusado, ele disse que estas sempre vão existir e podem favorecer tanto a acusação quanto a defesa. “Pretendemos chegar ao menor número de contradições possível para que o júri tenha condições de avaliar o caso”, disse. O advogado de Luís Afonso afirmou ainda que, por enquanto, não tem conhecimento de fato nenhum que possa resultar em incriminação pelo júri.
O delegado que investiga o caso, Wellington de Oliveira, questiona a eficácia da estratégia adotada pela defesa do acusado. “Ele ainda não foi indiciado, mas o comportamento está sendo como de autor. Como mero suspeito, deveria ter interesse em falar a verdade”, comentou.

“Colaboração”
Mas apesar de ter se recusado a falar à polícia, no fim da manhã, Luís Afonso quebrou o silêncio para falar com repórteres. Vestido com camiseta laranja, bermuda, chinelos de couro e com a barba por fazer, ele pediu à imprensa que deixe a polícia trabalhar. “Toda essa movimentação está atrapalhando o desenvolvimento do trabalho da polícia. No momento em que qualquer informação passa equivocadamente de um lado a outro, fica distorcida. Vamos aguardar o transcorrer dos trabalhos e logo vocês vão ter o que precisam. Não quero ser indelicado com ninguém, mas peço o entendimento dos senhores: vamos deixar a polícia fazer o seu trabalho. Tudo vai ser elucidado a seu tempo”, declarou.
Durante todo o tempo em que falou  à imprensa, o empresário manteve o semblante inexpressivo, até mesmo ao fazer referência à morte da esposa. “Ninguém pode trazer a minha mulher de volta, nem trazer de volta a minha vida, que nesse momento não vale nada”, disse.
Em relação às contradições constatadas nos depoimentos de testemunhas e o seu próprio, o empresário afirmou que “não existem contradições, existem fatos”.  “Vamos deixar a polícia provar”, completou. (DA)

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