A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) permanece no campo negativo desde o início dos negócios desta sexta-feira. As Bolsas americanas operam com fortes perdas, após a divulgação de uma piora nas expectativas do consumidor americano. O mercado contraria os prognósticos de alguns analistas e permanece focado na macroeconomia --ainda mostrando dados muito ruins-- sem deslocar sua atenção para a temporada de resultados corporativos, como muitos esperavam.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, cede 1,05%, aos 62.822 pontos. O giro financeiro é de R$ 1,66 bilhão. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, perde 1,71%.
O dólar comercial é vendido por R$ 1,785, em alta de 0,73%. A taxa de risco-país marca 227 pontos, número 1,79% acima da pontuação anterior.
Entre as primeiras notícias do dia, o Departamento de Trabalho dos EUA apontou uma deflação de 0,1% em junho, após outra deflação de 0,2% em maio e de 0,1% em abril.
A Universidade de Michigan revelou uma queda drástica em seu índice de confiança dos americanos na economia local, uma termômetro consagrado sobre as expectativas de consumo nos EUA. O índice divulgado pelo instituto nesta sexta-feira teve leitura de 66,5 pontos, ante 76 pontos em junho. Trata-se do menor patamar nos últimos 11 meses.
A inflação brasileira medida pelo IGP-10 teve variação de 0,05% em julho, acima das projeções de economistas (0,23%).