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Diminuem os confinamentos no Estado
Diminuem os confinamentos no Estado
Mato Grosso do Sul confinou no ano passado 105 mil cabeças de bovinos nos oito empreendimentos pecuários existentes no Estado, respondendo por 14% da engorda intensiva do País. Este dado consta da Pesquisa Top 50 BeefPoint de Confinamentos, divulgada na semana passada pela consultoria BeefPoint, de São Paulo.
O confinamento de gado bovino no Brasil recuou em 2009 e deve voltar a cair este ano. A pesquisa mostrou que no ano passado, os 50 maiores estabelecimentos engordaram 1.322.764 animais, 17,3% menos do que haviam produzido no ano anterior - 1.599.465.
A expectativa agora é de uma redução de 4,3%, com a previsão de confinamento em 2010 de 1.267.250 bovinos. Considerando apenas os confinamentos que participaram das duas ultimas pesquisas, a retração é de 15%, para 1.154.103 animais. A previsão desses confinamentos é reduzir em 5% o número de animais em relação a 2009.
Em Mato Grosso do Sul, o maior projeto é do Grupo Paquetá que tem três fazendas (duas em Ponta Porã e uma em Naviraí) onde cria e recria gado, em sistema de confinamento, semi-confinamento e extensivo. A Agropecuária Paquetá ficou posicionada em 17º lugar em 2009 com 21.400 reses confinadas.
A segunda maior confinadora – em 21ª posição no ranking – é a Fazenda do Cristo Redentor com 18.000 cabeças; em 25º, a Agropecuária Córrego Azul com 16.000 cabeças; em 27º, a Fazenda Recreio Agropastoril com 15.000; em 39ª, a Fazenda Ayres da Cunha com 12.000; em 41º, a Fazenda Campanário com 10.806 cabeças; em 45º o Confinamento Don Pedro, com 9.500; e em 48º, a Agropecuária CFM que engorda 9.000 bovinos em Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A maior parte dos confinamentos está localizada em São Paulo (28%). Depois, vem Goiás com 24%, Mato Grosso (22%) e Mato Grosso do Sul (14%). Do total de animais, 39% estão em Goiás, 28% em São Paulo e 18% em Mato Grosso. No Paraná existe apenas um empreendimento entre os 50 maiores.
Os três maiores confinadores do Brasil são Cotril Alimentos (GO) com 208.290 cabeças engordadas no ano passado; Comapi Agropecuária (SP/GO) com 140.557; e, JBS Confinamento (SP/GO/MT) com 110.236 bovinos. Na outra ponta, em 50º lugar, está a Fazenda Santa Cecília do OMF com 8.900 cabeças.
Oscila
A pesquisa mostrou que dos 50 estabelecimentos, 48% pretendem ampliar o número de animais este ano; 40% preveem diminuir e 12% devem manter a quantidade de gado confinado. Entre as razões para manter ou ampliar o número de animais confinados estão, segundo a pesquisa, redução no preço de grãos, terminação de animais próprios, aumento de investimento e expectativa de mercado positivo.
Os que pretendem reduzir o confinamento ou deixar o sistema intensivo apontam como principais razões o alto custo de animais para reposição e expectativas negativas quanto ao preço do boi gordo em relação ao boi magro.
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