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GPS de PMs reforça versão de atropelador de Rafael Mascarenhas

GPS de PMs reforça versão de atropelador de Rafael Mascarenhas

Redação

26/07/2010 - 23h58
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Uma perícia feita no GPS usado no carro dos policiais militares acusados de receber propina para liberar o atropelador de Rafael Mascarenhas mostra que o trajeto feito pelo veículo coincide com a versão contada pela família Bussamra à polícia. O rastreamento confirmou que os PMs estiveram no local, onde supostamente foi feito um acerto para o pagamento.
        Rafael era filho da atriz Cissa Guimarães e morreu enquanto andava de skate no Túnel Acústico, na Gávea, Zona Sul do Rio, enquanto o local estava interditado.
        
        A empresa responsável pelo sistema do localizador por satélite usado no carro dos PMs já analisou os dados do veículo. Segundo o depoimento de Roberto Bussamra, pai do atropelador, após o atropelamento, Rafael Bussamra e o amigo seguiram para a Rua Visconde de Albuquerque, no Leblon, onde não há câmeras de trânsito.
        
        De lá, foram para um posto de gasolina, onde o Siena é deixado e os quatro entraram no carro da polícia para a Rua Pacheco Leão, no Jardim Botânico, onde passaram por prédios da TV Globo, seguidos pelo pai e um irmão do atropelador. Imagens do sistema de segurança da empresa  ostram o veículo da polícia sendo seguido por um Celta prata que seria de Roberto Bussamra.
        
        O relatório, encaminhado ao Ministério Público do Rio, mostra que o carro da PM seguiu, antes das 4h, até o Túnel Rebouças, que liga as zonas Sul e Norte do Rio. No depoimento, o pai do atropelador Rafael Bussamra, Roberto Bussamra, contou que os policiais o escoltaram até o local com o reboque que levava o Siena que atropelou o skatista.

 

Reconstituição será feita nesta madrugada
        A polícia vai fazer na madrugada desta terça-feira (27) uma reconstituição da acidente.

Os quatro jovens que estavam nos dois carros dentro do túnel, além dos amigos do skatista e testemunhas foram intimados a participar.

O sargento Marcelo Leal e o cabo Marcelo Bigón estão presos administrativamente e a Corregedoria da PM pediu a risão preventiva deles. A Polícia Civil informou que Roberto Bussamra e os dois filhos podem responder pelo crime de corrupção ativa.

 

Advogado diz que PMs não deixaram atropelador ir à delegacia
        Segundo o advogado, Rafael e Roberto Bussamra foram coagidos a não ir à delegacia e a pagar propina. ?O pai falou assim: ?vamos agora pra delegacia?. Ele falou: ?vocês não vão mais pra delegacia porque eu desfiz o local se vocês forem pra delegacia isso vai me queimar e isso não vai ficar barato porque eu já tenho o nome e endereço de vocês, tenho todos os dados?, contou o advogado dos Bussamra, Spencer Levy.

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