Cidades

Brasil/Mundo

Chefe das Farc quer diálogo com Santos

Chefe das Farc quer diálogo com Santos

Redação

01/08/2010 - 21h26
Notícia sem imagem
Londres

O líder máximo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Guillermo León Sáenz, conhecido como “Alfonso Cano”, pediu diálogo ao presidente eleito Juan Manuel Santos, que assumirá o poder no dia 7.
“O que estamos propondo de novo é que conversemos. Seguimos empenhados em buscar saídas políticas. Queremos que o governo reflita e não engane mais o país “, afirmou Cano, em um vídeo de 36 minutos gravado no dia 20 e difundido pela TV árabe Al-Jazira. “Há a possibilidade de que o país consiga resolver essa situação por meio de diálogo, conversas, propostas políticas e diplomacia.”
Foi a primeira vez desde que o presidente Álvaro Uribe assumiu, em 2002, que as Farc pediram diálogo de forma tão direta. Cano não havia feito pronunciamentos em vídeo desde que assumiu a chefia do grupo, após a morte de Manuel Marulanda, em 2008.
Em campanha, Santos, havia descartado a possibilidade de diálogo com as Farc enquanto a guerrilha não abandonasse a prática do sequestro e do narcotráfico. Até a noite de sexta-feira, ele não havia se pronunciado sobre a questão.
A mensagem de Cano é transmitida em um momento em que as Farc estão acuadas – nas últimas semanas, ataques do Exército causaram diversas baixas entre fileiras responsáveis pela segurança de Cano. Além disso, denúncias feitas pelo governo colombiano sobre a presença da guerrilha na Venezuela desataram uma crise diplomática entre Bogotá e Caracas.
Na gravação, dirigida “ao presidente eleito, à Colômbia e aos países da Unasul (União de Nações Sul-Americanas)”, Cano aparece envelhecido, em um acampamento. Ele afirma que o Governo engana o país quando diz que as Farc estão “no fim do fim” já que, só em maio, a guerrilha teria matado 304 policiais e ferido 800.
Cano qualifica o governo Uribe (que entregará o cargo no dia 7) como “corrupto, ilegítimo e infiltrado pelo narcotráfico” e diz que Santos - também um “representante da oligarquia” – tem “a tarefa” de recuperar a legitimidade do regime.
O conflito colombiano arrasta-se por mais de 40 anos e, ao longo desse período, as Farc negociaram a paz com Bogotá em duas ocasiões. Na primeira, nos anos 80, o Governo de Belisario Betancur permitiu que a guerrilha formasse com outros grupos de esquerda um partido político, a União Patriótica (UP). Nos anos seguintes, a UP foi dizimada por paramilitares (mais de 3 mil políticos foram mortos) e seus remanescentes romperam com as Farc acusando a guerrilha de ter usado a plataforma política para arregimentar mais homens para a luta armada.
A segunda ocasião em que houve um diálogo de paz foi no Governo de Andrés Pastrana (1998- 2002). Ele permitiu que as Farc controlassem uma área desmilitarizada em San Vicente del Caguán, criada para abrigar negociações de paz. Na época, a guerrilha se fortaleceu e ampliou o número de sequestros. Foram justamente essas experiências que deram apoio à proposta de rigor de Uribe contra a guerrilha.
O atual presidente deixa o cargo com 70% de aprovação por ter conseguido acuar a guerrilha - hoje as Farc têm 8 mil homens, e em 2002 tinham 18 mil. “Quando a cobra terrorista sente que é sufocada, pede diálogo para tomar oxigênio e voltar a envenenar”, disse Uribe.

Inspeção surpresa

TCE-MS encontra irregularidades na usina de tapa-buracos em Campo Grande

Fiscalização surpresa identificou problemas no controle de pesagem dos caminhões e vai analisar a qualidade da massa asfáltica utilizada nos reparos das vias da Capital

04/11/2026 18h55

Equipe do TCE encontrou irregularidades em usina de massa asfáltica

Equipe do TCE encontrou irregularidades em usina de massa asfáltica Foto: Divulgação / TCE-MS

Continue Lendo...

Nova Etapa

Fazenda de R$ 95,7 milhões vira assentamento da reforma agrária em MS

Após aquisição da propriedade em Jaraguari, Incra oficializa criação de assentamento com quase 2 mil hectares e autoriza início da seleção dos beneficiários

04/11/2026 18h02

Visita de Lula ao Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, antecedeu a compra da fazenda que agora será destinada a 276 famílias em MS.

Visita de Lula ao Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, antecedeu a compra da fazenda que agora será destinada a 276 famílias em MS. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).