A inflação registrada em Campo Grande no mês passado ficou em 0,14%. Pelo menos é o que mostra o Índice de Preços ao Consumidor (IPC/CG) de Campo Grande, pesquisado mensalmente pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Universidade Anhanguera-Uniderp.
Dos sete grupos que compõem o IPC/CG, seis grupos apresentaram inflações positivas: Saúde, com aumento de 1,07%; Despesas Pessoais, com 0,77%; Vestuário, com 0,62%; Habitação, com 0,15%; Educação, com 0,08%; e Transportes, com 0,03%. "Somente o grupo Alimentação teve deflação e isso ajudou a frear a inflação em julho", aponta Correia. Em julho, o grupo Alimentação registrou índice de -0,33%. Destacaram-se com contribuições negativas para esse índice as fortes quedas nos preços dos produtos: couve-flor (-33,4%), pimentão (-18,1%), batata (-15,5%) e tomate (-13,7%).
"Esta pequena alta sinaliza que a inflação está sob controle após as medidas tomadas pelo Banco Central, como o aumento da taxa Selic, e a melhoria do clima nas regiões produtoras de hortifruti, estabilizando e até fazendo cair os preços de verduras, legumes e frutas", destaca o coordenador do Nepes, professor Celso Correia de Souza.
"No subgrupo carnes, constatou-se que alguns preços foram majorados, enquanto outros diminuíram os valores. Tudo isso dentro da normalidade, sem nenhum destaque. A tendência para o mês de agosto é de alta nos preços das carnes, pois estamos em plena entressafra, em que ocorrem menores ofertas de bois gordos aos frigoríficos. A tendência, também, é que o Brasil continue aumentando as exportações dessa commodity, diminuindo a oferta interna ", aponta o coordenador do Nepes.
Os cortes que registraram as maiores variações foram: peito, com aumento de 4,4%; e paleta e músculo, com quedas de 3,6% e 2,9, respectivamente. Já os cortes de carne suína, como a bisteca e costeleta, registraram aumentos de 4,6% e 1,1%. O preço do pernil permaneceu praticamente estável, com pequena queda de 0,60%. Os miúdos de frango apresentaram alta de 0,60% e o frango congelado apresentou alta de 2,3%.
"Dentre os demais grupos que apresentaram índices positivos, destacamos o grupo Saúde, que mais contribuiu para a alta do índice no mês de julho", aponta Correia. Os serviços que registraram as maiores altas foram: consulta com médico pediatra, com 10,53%; dentista/extração, com 8,01%; e radiografia, com 6,67%. No grupo Despesas Pessoais, destacam-se os aumentos de preços os serviços de manicure e pedicure (11,76%) e de cabeleireiro, especificamente o corte e a tintura (4,56%), e dos produtos xampu (3,00%) e creme dental (2,22%).
Contribuíram para o aumento do índice do grupo Vestuário os seguintes itens: sapato feminino, com elevação de 5,21%; sandália e chinelo feminino, com 3,43%; e vestido, com 2,79%. As maiores variações positivas na composição do índice do grupo Habitação foram registradas nos preços do condicionador de ar (11,23%), da esponja de aço (10,81%) e do ventilador (8,77%). "Destacamos neste grupo as quedas expressivas de preços de aparelhos de televisão e fogões. Os valores desses bens chegaram a custar -16,23% e -7,67%, respectivamente. Também registramos queda de 4,07% no preço da máquina de lavar roupa", pontua Celso Correia.