Cidades

Cidades

Perigo estatal

Perigo estatal

Redação

05/08/2010 - 07h26
Notícia sem imagem
Estado é a organização político-administrativa que prioriza teoricamente o seu maior patrimônio, a população. O Estado deve prover condições de segurança, lazer, saúde, educação e principalmente de desenvolvimento pessoal intrínseco para depois, através das riquezas geradas, apontar na direção de uma sociedade mais igualitária e justa. Para tanto se faz necessária a nossa contribuição laboral, econômica, política e social. Nós somos o Estado e o Estado somos nós.
O condutor do Estado sai do Estado conforme as suas qualidades e preparo por meio das eleições e é acompanhado e fiscalizado pelo próprio Estado por meio dos seus poderes constituídos. O problema acontece quando se alcança o direito de conduzir o aparelho estatal por meios espúrios e interesses que não sejam os reais da população, usando-se estratégias inescrupulosas de propaganda eleitoral e promessas ilusórias.
Assim como o Estado tem o propósito de desenvolver as potencialidades da população, pode também prejudicar e alienar o cidadão. À semelhança do automóvel, o Estado pode salvar ou matar, depende do condutor.
Recentemente conversava com um amigo petista que me censurou pela minha preferência ao candidato a presidente do PSDB, argumentando que eu estava dando chance à volta do Estado mínimo. Na verdade, o Estado não deve alimentar a indolência e estimular a indiferença da população em se qualificar como tem feito através dos programas sociais intermináveis, sem porta de saída e sem perspectiva de transformar o homem comum num verdadeiro cidadão.
Esse meu amigo reflete a estratégia petista da empulhação em torno do patrimônio público. O PT e seus sócios da “base aliada” têm verdadeiro pavor da privatização que num governo sério é o antídoto da corrupção prolongada. No entanto, há organismos e serviços  que têm obrigatoriamente que ser operados pelo poder público, como Forças Armadas e Receita Federal. O Governo Federal, condutor do Estado brasileiro, representado pelo Presidente da República, promoveu o“aparelhamento”do Estado com mais de 20.000 cargos de confiança, que nada mais são do que agentes do partido (PT) dentro do Estado, para utilizar os órgãos públicos e bisbilhotar a sua vida como aconteceu recentemente na violação do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB. Esses dados da renda de Eduardo Jorge foram tirados da Receita Federal e entregues a um comitê de comunicação da candidata a presidente pelo PT. O pior é que após a denúncia da trama pela Folha de São Paulo em meados de junho, o secretário da Receita Federal, Octacílio Cartaxo, admitiu publicamente que sabe tudo sobre o acontecimento, mas que só revelará num prazo de 120 dias. O que tem aí para retardar a apuração? A lei e as eleições, claro que muito mais por estas do que por aquela.
Aqui está a razão do Estado máximo, defendido pela situação. Dossiê falso contra Serra por ocasião de sua campanha para Governador, outro na Casa Civil sob comando de Dilma Roussef, quebra de sigilo bancário do caseiro Francelino por ordem do então Ministro da Fazenda Antonio Palocci e agora esse da Receita Federal. Todas essas atitudes revelam desrespeito pelas Instituições e seus propósitos e principalmente desprezo pelo cidadão.
Aqui está o perigo estatal. Você pode transformar o Estado num instrumento de liberdade e aprimoramento social ou numa arma de opressão e insegurança. É uma decisão que diz respeito a sua escolha para conduzir o Estado. Que tipo de sociedade você idealiza para seus filhos e netos?

LUIZ OVANDO, Médico e Professor de Medicina

Inspeção surpresa

TCE-MS encontra irregularidades na usina de tapa-buracos em Campo Grande

Fiscalização surpresa identificou problemas no controle de pesagem dos caminhões e vai analisar a qualidade da massa asfáltica utilizada nos reparos das vias da Capital

04/11/2026 18h55

Equipe do TCE encontrou irregularidades em usina de massa asfáltica

Equipe do TCE encontrou irregularidades em usina de massa asfáltica Foto: Divulgação / TCE-MS

Continue Lendo...

Nova Etapa

Fazenda de R$ 95,7 milhões vira assentamento da reforma agrária em MS

Após aquisição da propriedade em Jaraguari, Incra oficializa criação de assentamento com quase 2 mil hectares e autoriza início da seleção dos beneficiários

04/11/2026 18h02

Visita de Lula ao Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, antecedeu a compra da fazenda que agora será destinada a 276 famílias em MS.

Visita de Lula ao Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, antecedeu a compra da fazenda que agora será destinada a 276 famílias em MS. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).