As eleições não são uma experiência recente no País. O livre exercício do voto no Brasil começou logo depois da chegada dos colonizadores. Foi o resultado da tradição portuguesa de eleger os administradores dos povoados, vilas e cidades fundadas pelos portugueses. As eleições para governanças locais foram realizadas até a Independência, sendo que a primeira de que se tem notícia aconteceu em 1532, para eleger o Conselho Municipal da Vila de São Vicente/SP.
Até 1828, as eleições para os governos municipais obedeceram às chamadas ordenações do reino, que eram as determinações legais emanadas do rei e adotadas em todas as regiões sob o domínio de Portugal. No princípio, o voto era livre, todo o povo votava. Com o tempo, porém, ele passou a ser direito exclusivo dos que detinham maior poder aquisitivo, entre outras prerrogativas. A idade mínima para votar era 25 anos. Escravos, mulheres, índios e assalariados não podiam votar.
A relação entre Estado e religião, até fins do Império, era tamanha que algumas eleições foram realizadas dentro das igrejas. E durante algum tempo a profissão da fé católica foi condição para ser eleito deputado. As cerimônias religiosas obrigatórias que precediam os trabalhos eleitorais só foram dispensadas em 1881, com a edição da Lei Saraiva, e a ligação entre política e religião somente cessou com a vigência da Constituição de 1891, que determinou a separação entre a igreja e o Estado.
Das bolas de cera à urna eletrônicaNas primeiras eleições, os votos eram depositados em bolas de cera chamadas de ?pelouros?. Depois vieram as urnas de madeira, as de ferro e as de lona, até que se implantou em todo o País, no ano 2000, o voto informatizado, realizado em urnas eletrônicas que possibilitam a apuração das eleições quase que de forma imediata.
(Fonte: TSE)