O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou, nos sete primeiros meses do ano, R$ 72,6 bilhões. As liberações representam uma queda de 3% frente ao período de janeiro a julho de 2009. A variação, segundo o BNDES, é explicada em grande parte pelo efeito do empréstimo excepcional de R$ 25 bilhões concedido em 2009 à Petrobras, cujos desembolsos se encerraram em julho.
Com relação às aprovações, houve expansão de 14% na comparação com os sete primeiros meses do ano passado, com o indicador atingindo R$ 99,5 bilhões. As consultas ficaram estáveis em R$ 134,1 bilhões, e os enquadramentos, no valor de R$ 104,5 bilhões, caíram 5%.
A maior participação nos desembolsos do banco no período de janeiro a julho coube ao setor da infraestrutura, com R$ 28,2 bilhões (39% do total liberado pelo banco). Em seguida veio a indústria, com 33% e R$ 23,8 bilhões em liberações.
O Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI) já tem em carteira R$ 82,4 bilhões, a maior parte para compra de máquinas. O programa, que prevê condições especiais de financiamento para os setores de máquinas e equipamentos, inovação e exportação com pré-embarque, completou um ano de vigência em julho e tem sido um dos principais destaques da atuação do BNDES.