A taxa de câmbio doméstica terminou o dia praticamente estável, com forte volatilidade no exterior e alta leve na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). Na semana, porém, o dólar acumulou alta.
"Hoje o dólar operou de lado, com diferença de apenas um centavo entre a mínima e a máxima do dia", afirmou Felipe Pellegrini, do banco Confidence.
O dólar comercial atingiu R$ 1,772 nas últimas operações do dia, em queda de 0,11% sobre o fechamento de quinta-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,767 e R$ 1,776. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo fechou em R$ 1,89, estável. Na semana, o dólar teve alta de 0,74%, e, no mês, de 0,91%. No ano, a cotação acumula elevação de 1,78%.
Ainda operando, a Bovespa soeb 0,19%, aos 66.090 pontos. Nos EUA, a Bolsa de Nova York opera em queda de 0,16%.
Com o aumento do pessimismo dos investidores a respeito da recuperação da economia norte-americana nesta semana, após a divulgação de dados ruins e da afirmação do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) de que a retomada será mais lenta que o esperado, alguns analistas esperavam uma alta mais forte do dólar.
"Muita gente estava esperando que dólar fosse tomar um rumo, mas não foi dessa vez", afirmou Pellegrini. "Os investidores aproveitaram as notícias ruins vindas da China e dos EUA para realizar um pouco dos lucros na semana, mas a trajetória de alta de Bolsa e queda de dólar deve continuar por mais um tempinho."
De acordo com ele, embora as notícias negativas no exterior tenham diminuído a tendência de queda na cotação da moeda norte-americana frente ao real, as boas perspectivas para a economia brasileira neste ano e a diferença entre as taxas de juros no Brasil e no exterior devem continuar atraindo capital para o mercado no país, impedindo uma alta mais forte.
"O mercado espera para esse ano uma entrada grande de recursos, o que não deixaria o dólar subir, mas, por outro lado, a gente tem que ficar de olho nos dados de fora", afirmou.