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Zona do euro cresce mais que os EUA

Zona do euro cresce mais que os EUA

Redação

13/08/2010 - 20h30
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A economia dos 16 países que compõem a zona do euro cresceu 1% no segundo trimestre deste ano, na comparação com os três meses anteriores, e superou a expansão registrada pelos Estados Unidos, de 0,6% na mesma comparação.

Em uma semana marcada pela queda das bolsas mundiais em consequência das preocupações com os sinais de desaceleração demonstrados, principalmente, pela economia americana, a Europa surpreendeu positivamente os analistas com o maior crescimento trimestral em quatro anos.

A expansão do Produto Interno Bruto (PIB) europeu foi puxada pela Alemanha, cuja economia se expandiu 2,2% na passagem do primeiro para o segundo trimestre deste ano, a maior alta desde a reunificação do pais, em 1990, segundo dados da Eurostat, a agência oficial de estatísticas europeia.

"A Alemanha está se desgarrando do resto dos países da região", destacou o economista Carsten Brzeski, do grubo bancário ING.

Os dados divulgados pelos países confirmaram nesta sexta-feira que a recuperação econômica na zona euro é generalizada, com exceção da Grécia, cuja recessão se agravou entre abril e junho, com um retrocesso de 1,5% do PIB. A atividade na França e Espanha progrediu respectivamente 0,6% e 0,2%.

Comparado com o segundo trimestre de 2009, o PIB da zona euro avançou 1,7%.

Para o conjunto dos 27 países que integram a União Europeia (UE), o PIB também avançou 1% em relação ao trimestre anterior e 1,7% em ritmo anual. À margem da zona euro, a economia britânica pisou no acelerador e progrediu 1,1% entre abril e junho, contra 0,3% no primeiro trimestre.

Desempenho desigual

Alguns analistas advertiram, no entanto, contra qualquer triunfalismo: "temos que ver se o bom desempenho do núcleo da Europa vai se propagar à periferia ou se a periferia arrastará o núcleo à baixa", opina Chris Williamson, economista da Markit.

Williamson fez assim uma referência ao desempenho desigual entre Alemanha e França, que lideram com vigor a recuperação, e os países mediterrâneos como Grécia, Espanha e Portugal, cujas economias e finanças públicas se debilitaram a tal ponto que provoca o temor dos mercados pela solvência a médio prazo.

Para os analistas, a Europa ainda sente as sequelas deixadas pela crise de 2008-2009, a pior desde a Segunda Guerra Mundial, que resultou em um primeiro semestre de 2010 marcado por déficits públicos abismais.

"A recuperação é dependente das exportações das principais economias, que não vão demorar a desacelerar", afirmou Jennifer McKeown, economista da Capital Economics.

Segundo dados divulgados nesta sexta-feira pela Eurostat, a Eurozona registrou em junho um excedente comercial de 2,4 bilhões de euros, após um forte déficit de 3,3 bilhões de euros em maio.

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