Com a manutenção dos estoques de celulose em níveis baixos e os bons fundamentos para o setor, a tendência é de que os preços do insumo sejam mantidos nos atuais patamares até o final deste ano, e não aumentem no próximo mês, afirmou nesta segunda-feira o presidente da Fibria, Carlos Aguiar.
"Um novo aumento de preços (em 1° de setembro) não está no nosso radar. Os fundamentos são bons, mas o mercado é muito dinâmico", disse o executivo, em teleconferência sobre os resultados do trimestre. No entento, uma mudança de planos e da tendência do mercado não pode ser descartada.
Questionado sobre o motivo que levou a companhia a reduzir preços mesmo diante do cenário positivo, Aguiar afirmou que esta foi "para garantir o market share". Com a recente redução, os preços da celulose por tonelada estão em US$ 900 para América do Norte, US$ 870 para Europa e US$ 800 para a Ásia.
Na manhã desta segunda-feira, a Fibria anunciou que retomou os estudos para que a segunda linha de Três Lagoas entre em operação dois anos antes do previsto, em 2014. A empresa já possui 30 mil hectares de florestas excedentes na região.
"Inicialmente, o cronograma prevê que sejam efetuados em 2010 todos os contratos de arrendamento. Durante 2011 vamos fazer o plantio nessas áreas arrendadas e iniciar os estudos de viabilidade do projeto industrial e a contratação da primeira equipe de estudos da nova fábrica", afirmou o presidente.
Aguiar também afirmou ser possível que o investimento na nova fábrica seja 60% feito por meio de empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e 40% proveniente de caixa próprio.