Pelo sorteio realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), André Puccinelli, candidato à reeleição, abre série de programas quarta-feira (18), com maior tempo sobre demais postulantes ao cargo. Desfrutará de 9 minutos, 38 segundos e 95 centésimos. Seu principal adversário, José Orcírio, terá 6 minutos, 16 segundos e 84 centésimos para mostrar suas propostas; e Nei Braga com 2 minutos, 4 segundos e 21 centésimos, mesmo com todas as dificuldades pela falta de recursos, estará na televisão e no rádio levando suas ideias.
Todos os partidos apostam nos programas, na reta decisiva da campanha para sustentar votos nas urnas. Tanto que o maior investimento está nas gravações, que alguém já chamou de comício eletrônico.
Embora a internet esteja em ascensão no gosto do eleitor por busca de informações políticas, ainda está longe de ameaçar a posição da TV – mas já passa o rádio. A rede mundial, com seus sites de relacionamentos e outras ferramentas, só não foi mais longe porque está francamente mal utilizada. Caiu nas mãos de quem não sabe fazer política. E como se trata de meio instantâneo e interativo, necessita mais de conteúdo. Mas nem tudo está perdido e poderá perfeitamente assumir papel que lhe alçou como importante ferramenta na histórica eleição de Barack Obama, presidente dos Estados Unidos.
Mesmo com a televisão na liderança da informação político-eleitoral, estrategistas talvez estejam exagerando na sua importância agora, nesses novos tempos da comunicação, e apostando demais na capacidade que a TV tem de fixar votos ou mudar decisões.
Para os candidatos, a sensação de conforto é maior uma vez que são protegidos pelo aparato tecnológico que permite correção de falhas e, ao mesmo tempo, a multiplicação de suas mensagens. Nessa composição de interesses só faltou conhecer o anseio dos telespectadores e ouvintes. Estes, em última instância, poderão se manifestar a propósito do horário eleitoral de uma única forma: acionar (ou não) o botão de liga/desliga dos aparelhos de rádio e TV. Mais: se os marqueteiros de plantão apelarem para críticas pesadas também não será boa opção. É senso comum que isso não agrada aos eleitores/telespectadores.
Contudo, se aparecer com programas apelativos, o cansaço do brasileiro pela política virá mais cedo e, em vez de ganhar votos, a resposta será desastre nas urnas. Sem contar que com melhor renda, famílias estão migrando para canais pagos, que não são alcançados pela propaganda eleitoral, e tornou-se o refúgio de quantos se incomodam com política.
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