O faturamento resultante da venda de materiais de construção no mercado interno em julho cresceu 9,43%, em relação ao mesmo mês de 2009, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção).
Na comparação com o mês anterior, o faturamento registrou alta de 1,15%. No acumulado do ano, a expansão foi de 18,10% em relação ao mesmo período de 2009.
Já no acumulado dos últimos 12 meses, também houve expansão, de 5,59%, ante o mesmo período do ano passado.
Segundo o presidente da Abramat, Melvyn Fox, os dados apontam que o setor não sofre mais com os efeitos da crise econômica internacional.
Materiais de base e acabamento
O faturamento com as vendas de materiais básicos avançou 19,28% no sete primeiros meses do ano, na comparação com igual período de 2009. Em julho, também houve expansão (+9,89%) frente ao sétimo mês do ano passado.
Na comparação com o mês de junho, as vendas cresceram 0,80%. Nos últimos 12 meses foi registrado crescimento de 4,12%.
Quanto aos materiais de acabamento, o levantamento também apontou expansão, de 15,77% nos primeiros sete meses do ano, em relação ao ano anterior. No sétimo mês do ano, o faturamento registrou alta de 8,54% em relação ao mesmo período de 2009.
No confronto com o mês anterior, as vendas apresentaram crescimento de 1,87%. Nos últimos 12 meses, houve expansão de 8,65%.
Nível de emprego
Em relação ao nível de emprego na indústria de materiais de construção, o levantamento mostra que em julho houve avanço de 11,70%, em relação a julho de 2009. Na comparação com junho deste ano, a alta foi de 1,07%.
Na indústria de materiais básicos, o número de empregados em julho cresceu 13,96%, ante o mesmo período de 2009. Em relação a junho, houve alta de 0,79%.
Já na indústria de materiais de acabamento, o número de funcionários em julho avançou 7,39% em relação ao mesmo mês de 2009. Na comparação com o mês anterior, houve crescimento de 1,64%.
Expectativa para os próximos meses
Para os próximos meses, as expectativas da Abramat apontam para a continuidade do crescimento, apoiadas na desoneração do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados), no crescimento da oferta de crédito imobiliário, e nos avanços do Minha Casa Minha Vida e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).