Cidades

TRATAMENTO PSIQUIÁTRICO

Mulher que vivia às margens de córrego recebe assistência

Mulher que vivia às margens de córrego recebe assistência

Redação

28/08/2010 - 04h11
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bruno grubertt

Maria de Lurdes da Silva, a mulher de aproximadamente 30 anos que foi flagrada tomando banho às margens do Córrego Sóter, em Campo Grande, recebeu atendimento da prefeitura e, na última terça-feira (24), consultou um médico no Centro de Apoio Psicossocial (Caps). Posteriormente, ela deve ser encaminhada à internação, no Hospital Nosso Lar.
Na semana passada, o Correio do Estado mostrou que, em meio às obras, avenidas e prédios de uma das regiões mais nobres da Capital — no cruzamento da Avenida Via Parque com a Rua Antônio Maria Coelho, próximo ao Parque das Nações Indígenas —, Maria passava maior parte do dia banhando-se no Córrego Sóter.
De acordo com o coordenador de saúde mental do município, o médico Fábio Barreto, logo depois de ter sido recolhida pelo Corpo de Bombeiros, Maria foi levada para o Centro de Atendimento Psicossocial (Caps) e ficou em observação médica. Foi constatado que ela é dependente de álcool e estava com uma intoxicação pela substância. Ela foi tratada e uma equipe da Secretaria de Assistência Social encontrou familiares da mulher, que serão responsáveis pelo seu tratamento psiquiátrico.
Ela será internada no Hospital Nosso Lar, estabelecimento credenciado pela prefeitura para tratamento contra dependência química. Em cerca de 90 dias, conforme prevê Barreto, todos os pacientes com problemas de dependência devem ser levados para lá. Isso porque um convênio ampliará o número de vagas para esse tipo de tratamento e disponibilizará 40 leitos.

Assistência
Segundo Barreto, todos os pacientes encontrados na mesma situação de Maria são atendidos e tratados pela Secretaria de Saúde. Eles são levados para o Caps, onde têm sua situação avaliada e podem ficar em observação por até três dias nos oito leitos disponíveis. “Quando há intoxicação grave, o paciente é internado no Hospital Regional e lá pode ficar por até 15 dias”, explicou.
Maria já havia sido levada para o Caps três vezes, antes desta última que motivou sua internação. Ela, porém, retornava para o mesmo local onde costumava viver. Isso, segundo o diretor de saúde mental do município, é uma situação comum com moradores de rua. Eles são recolhidos, tratados e depois optam por voltar a viver nas ruas. “Não deixamos de tratar os pacientes moradores de rua. Tanto a Secretaria de Assistência Social do Estado, quanto a do Município estão empenhadas em resolver a situação dos moradores de rua”, defendeu Barreto.

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