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NO CEARÁ - Morte de torcedor é mistério
NO CEARÁ - Morte de torcedor é mistério
A delegada Adriana Arruda (foto), titular da Delegacia de Proteção ao Turista (Deprotur), aguarda o laudo do segundo exame cadavérico realizado com a exumação do cadáver. José havia sido enterrado como indigente 20 dias depois de ter sido encontrado, embaixo de um viaduto, na BR-116, na Aerolândia. O primeiro laudo atestou que a causa da morte foi uma hemorragia cerebral.
Overdose
No entanto, a delegada Adriana Arruda acredita que o torcedor pode ter morrido após ingerir uma alta dosagem de cocaína, mas segundo ela, existe dificuldade para provar o fato. "Os primeiros exames de necropsia apontaram somente a hemorragia, mas os depoimentos foram reveladores, ao informar que ele (o jovem) era usuário de drogas e estava com bastante dinheiro no dia em que sumiu", revelou a delegada. Segundo parentes de José, ele era maranhense, mas morava há cerca de 15 anos em Brasília. Torcedor do Gama, havia viajado com mais três amigos à convite de torcedores da Cearamor para a Capital cearense. Ele assistiram a uma partida entre Fortaleza e Vasco da Gama, válida pela Série B do Campeonato Brasileiro, no dia 31 de outubro do ano passado, no Estádio Castelão.
Conforme a investigação da Polícia e os relatos dos familiares de Vagno, após o jogo, ele e os amigos participaram de uma festa na sede da torcida organizada, quando Vagno teria sumido após se envolver em uma briga com outros torcedores.
A versão dos amigos dele não coincide com o relato de torcedores cearenses que estavam no mesmo local. "Os amigos de Brasília disseram isso, mas os colegas dele, daqui, contam que não houve briga nenhuma e que ele teria saído do local e, simplesmente, sumido", afirmou a dona-de-casa Tatiana de Oliveira Almeida, 2, irmã de José. Após nove dias sem receber notícias do irmão desaparecido, ela veio para Fortaleza e procurou o irmão em hospitais e no necrotério da Coordenadoria de Medicina Legal (CML), da Perícia Forense do Estado (Pefoce).
Apesar de participar de ter observado um cadáver sem identificação na geladeira da CML, ela não reconheceu o corpo como sendo o do irmão, mas era José. Ele havia sido recolhido na BR-116, nas proximidades do bairro Lagamar, somente de bermuda e meias, sem nenhuma documentação e sem ferimentos aparentes.
Como não foi reconhecido pelos parentes, permaneceu sem identificação até ser enterrado 20 dias depois, como indigente. Sem saber que o irmão estava morto, Tatiana levou o caso até a Deprotur.
Impressões
As investigações tiveram início e, depois de aproximadamente três meses, a Polícia Civil cearense recebeu do Distrito Federal, as impressões digitais de José.
Quando foram comparadas às do corpo enterrado como indigente no cemitério do Bom Jardim, colhidas pelos peritos da Pefoce, veio a confirmação de que o corpo era do torcedor. A delegada então, solicitou a exumação do cadáver para que nova necropsia fosse realizada.
"Ainda aguardamos o laudo final, mas informações preliminares não indicam ferimentos ou outras causas externas como tendo causadoras da morte", diz Adriana. A investigação ainda não foi concluída e os desdobramentos podem ser amplificados depois da descoberta de drogas na sede da organizada.
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