Cidades
CRIME MACABRO
Após 32 meses, pais recebem ossada de Dudu
Após 32 meses, pais recebem ossada de Dudu
Holly Lee de Souza, 24 anos, acusado de participação na morte de Luiz Eduardo Martins Gonçalves, o Dudu, foi condenado a 24 anos e 10 meses de reclusão por homicídio doloso — qualificado por motivo torpe, utilização de meio cruel e com recursos que dificultaram a defesa da vítima, que tinha menos de 14 anos — e por ocultação de cadáver. Ele foi o último dos cinco réus a ser julgado; José Aparecido Bispo da Silva, acusado de ser o mandante do crime, foi condenado pelo júri popular, realizado em março, a 26 anos anos de prisão. Os outros três adolescentes cumpriram medidas socioeducativas e estão soltos.
Com o fim dos julgamentos, o juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos, autorizou que a família de Dudu faça o enterro dos restos mortais localizados pela polícia. Simbolicamente, os pais tiveram acesso, ontem, no Fórum de Campo Grande, ao caixão contendo a ossada. Hoje será feito o velório, na casa do pai, Roberto Gonçalves, e o enterro, no cemitério Memorial Park.
“Depois de tanto tempo, vamos poder enterrar nosso filho, levantar a cabeça e seguir com nossas vidas, que estavam suspensas aguardando os julgamentos”, relatou Roberto, momentos antes da leitura da sentença. Ele e a mãe de Dudu, Eliane Martins, além de amigos e familiares, acompanharam o julgamento.
Crime
Dudu foi morto, segundo a acusação, feita pelo promotor Douglas Oldegardo Cavalheiro dos Santos, no dia 22 de dezembro de 2007. José Aparecido, conhecido como Cido, teria pago R$ 100 para Holly Lee e para os adolescentes para matar a criança, que foi pega quando brincava próximo de sua casa, no Jardim das Hortênsias. O homem não estaria conformado com o rompimento do relacionamento com Eliane.
Em depoimentos, que depois foram negados em juízo, os envolvidos confirmaram que espancaram Dudu até a morte e depois enterraram o corpo. Passados alguns dias, Cido e mais duas pessoas desenterraram o corpo e, com golpes de machado, os ossos foram partidos e depois queimados, sendo posteriormente enterrados.
A defesa de Holly Lee, feita pelo defensor público Fábio Rombi, argumentou que o réu sofre de doença mental, mas os argumentos não foram suficientes para livrá-lo da condenação.
O caso gerou comoção na sociedade. Sem saber que o filho estava morto, os pais espalharam cartazes pela cidade e fizeram campanhas em busca de pistas sobre o garoto.
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