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No 1º dia, mudança confunde a população
No 1º dia, mudança confunde a população
Foi o caso do motorista Hilíbio Moreira da Cunha Júnior, 50 anos, que esteve no Fórum pela manhã em busca de uma certidão, sem saber que a entrada pela Rua da Paz estava fechada. “Vi no jornal (sobre a mudança de horário), mas esqueci que era hoje (ontem). Acho que (o atendimento) deveria continuar no mesmo horário de antes. Todo mundo quer adiantar os serviços pela manhã”, comentou.
As servidoras públicas Cassandra Mabel e Suelen Benassi também enfrentaram certa dificuldade ao chegar ao Fórum, para comparecer a uma audiência, marcada no fim de junho para as 10h40min de ontem. “Vimos pela internet (a questão da mudança de horário), mas não confiamos muito não”, comentou Suelen. Com o acesso fechado pela Rua da Paz, a saída foi caminhar até o acesso pela Rua Barão do Rio Branco para confirmar se realmente a audiência seria realizada.
O auxiliar de taxista José Ronaldo Camargo, de 37 anos, que aproveitou o dia de folga para ir ao protocolo do Fórum, literalmente suou a camisa ontem para poder completar o atendimento. Como o serviço de cópias situado no prédio da Justiça também só abriria ao meio-dia, ele teve que procurar outro local para poder fazer a cópia de seus documentos pessoais. “Fui ao Sesc Camilo Boni, mas no momento a máquina estava sem funcionar. Tive que ir até a Rua Arthur Jorge com a Afonso Pena para tirar a cópia. Fui obrigado, porque preciso de antecedentes criminais”, disse.
Além do corre-corre, José Ronaldo também foi informado de que no Fórum não é mais possível autenticar documentos pessoais. “Sempre vim aqui autenticar meus documentos, mas agora não fazem mais. Agora terei que procurar um cartório, onde esse serviço não sai por menos de R$ 5,00”, comentou.
A concentração de atendimentos nos cartórios durante o período vespertino também contribuiu para “esvaziar” o entorno do Fórum. O motorista podia escolher com facilidade em qual vaga estacionar em pleno dia útil. A manhã também foi de tranquilidade para os funcionários responsáveis pela manutenção do prédio. “Para nós, fica melhor para trabalhar, porque as salas estão vazias”, comentou João Batista Gonçalves de Moraes, 29 anos.
No período da tarde, o movimento foi considerado tranquilo pelos servidores do Judiciário. Por volta das 17h, não havia filas no saguão principal. Porém, a situação não agradou o advogado Cinéio Heleno Moreno, de 46 anos. “Atualmente, cuido de 365 processos e tinha audiências de manhã, à tarde e também à noite, nos Juizados. Agora, ficou tudo concentrado à tarde e perdemos dois períodos de audiências. Vai demorar muito mais para os processos serem encaminhados”, lamentou. (Silvia Tada e Daniella Arruda)
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