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Abatedouro clandestino é interditado na Capital

Abatedouro clandestino é interditado na Capital

Redação

09/09/2010 - 13h45
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Uma operação deflagrada nas primeiras horas da manhã de hoje (9) pela Delegacia do Consumidor (Decon), Agência Estadual de Vigilância Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) e Superintendência Federal de Agricultura (SFA/MS) desbaratou um ponto de abate clandestino de carne bovina no bairro do Indubrasil, região oeste da Capital. Policiais e fiscais sanitários ficaram a postos desde a madrugada e logo após às 6 horas flagraram o crime. Um homem foi preso.

De acordo com o titular da Decon, Adriano Garcia Geraldo, o caso vinha sendo investigado há cerca de três semanas, a partir de denúncia recebida através do site da SFA. "Nós já vimos fazendo há algum tempo um trabalho de combate a esse tipo de ação ilegal, e, a partir dessa denúncia, o caso começou a ser investigado", diz o delegado. As informações do denunciante indicavam que o abatedouro clandestino funcionava há cerca de seis anos.

Os órgãos de fiscalização constataram que o homem preso montou um pequeno abatedouro, sem qualquer condição de higiene, e nem sequer água encanada. As investigações revelaram que os animais eram mortos à faca e arrastados para o corte. Ele declarou que não comercializava o produto e que a carne seria servida em uma festa de família, mas essa versão é falsa, segundo apurado pela polícia.

No momento do flagrante, havia no local uma novilha abatida. "O animal tinha sido carneado, havia vísceras, couro. E o local é totalmente insalubre", relata o titular da Decon. As investigações também apontam a origem ilegal dos animais. Normalmente eram bovinos que sofriam algum dano durante o transporte, ficavam machucados e eram adquiridos por ele, porque os frigoríficos legalizados não recebem nessas condições.

O responsável pelo abatedouro clandestino vai responder na Decon por crime contra as relações de consumo e pode ser condenado a pena de dois a cinco anos de reclusão. O Iagro e a SFA estão tomando as providências para apreender e destruir a carne encontrada.

Conforme o delgado Adriano Geraldo, a participação do próprio cidadão é muito importante para coibir esse tipo de crime. "Nós precisamos da colaboração da população. É importante que todos tenham consciência do risco que representa o consumo desse tipo de produto", alerta.

As denúncias podem ser feitas por vários meios, como à Decon, pelo telefone 3316-9805 ou no site da Polícia Civil (www.pc.ms.gov.br); na Iagro, através do número 3901-2738 e também na Ouvidoria do Ministério da Agricultura, no site www.agricultura.gov.br .

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