ico victório
O congestionamento no embarque e desembarque, filas para reaver malas e outros pertences, disputa por táxi e falta de estacionamento para veículos no entorno são a face mais visível do apagão aéreo que vive o Aeroporto Internacional de Campo Grande, por onde passam três mil passageiros diariamente entre embarque e desembarque de 34 voos regulares. O problema não é localizado, trata-se de crise genérica que atinge demais estruturas aeroportuárias de todo o País. A Infraero - administradora do terminal - tem justificativa para esse caos diário: explosão do crescimento da economia e consequente melhora do poder aquisitivo ao longo dos últimos anos.
“São esses fatores que determinaram o estrangulamento dos serviços, não só em Campo Grande como na maioria das capitais brasileiras”, explica o superintende-regional da Infraero, Autemar Lopes de Souza. E, ao menos ainda neste ano, os passageiros vão ter que se conformar com os serviços oferecidos no Aeroporto Internacional de Campo Grande. Ao menos, até meados de 2011.
O crescimento do número de passageiros para as viagens aéreas é o de maior impacto. Se na década de 80 viajar frequentemente de avião era coisa de gente rica, atualmente o maior poder aquisitivo das famílias transformou, aviões em transporte coletivo do ar e, por isso mesmo, os aeroportos ficaram estrangulados e, claro, desconfortáveis, a exemplo das rodoviárias.
“Se compararmos o crescimento de passageiros nos últimos cinco anos será possível ter uma ideia do que vem ocorrendo em Campo Grande”, argumenta Autemar Lopes.
Os números anuais revelam salto mais de 100% em cinco anos no aeroporto de Campo Grande. No registro anual da Infraero revela que em 2005 o total de embarque e desembarque naquele ano chegou a 652.150 mil. No ano seguinte, saltou para 718.407; em 2008, foram 835.034 passageiros; e, ano passado, rompeu 1.028.643 viajantes. Até junho último, cerca de 555.725 já tinham passado pelo terminal de embarque aéreo de Campo Grande. Neste ano, se dividido por seis meses, a média diária é de três mil passageiros entre embarque e desembarque no aeroporto da Capital. A previsão é que, no fim deste ano, o número de passageiros transportados supere 1,3 milhão.
Receita para amenizar a situação já está pronta, porém diante dos trâmites burocráticos a Infraero poderá livrar passageiros dos incômodos só em 2011. A primeira e mais urgente providência listada é o remanejamento do restaurante para uma outra ala, visando à ampliação da sala de desembarque. A principal intervenção e necessidade é a instalação de novas esteiras para agilizar entrega das bagagens. O equipamento é antigo e alvo frequente das queixas de quem está desembarcando na Capital.
Outras urgências: construção de mais um estacionamento, provavelmente na lateral esquerda de quem está entrando no aeroporto. O atual não comporta movimento intenso em horários de pico, e obriga motoristas a desrespeitar regras de circulação no entorno do pátio, em especial no período noturno.
Mas além, Autemar Lopes de Souza disse que a questão do táxi é mais do que urgente e revela que tem audiência com o prefeito Nelsinho Trad Filho, provavelmente nesta semana para definir aumento da frota de carros de táxis.
A partir de 1975, quando passou a ser administrado pela Infraero, o aerporto começou a receber intervenções físicas mais acentuadas. Na década de 80, o terminal de passageiros sofreu ampliação considerável, passando de 1.500 m para 5.000m. Já no final da década de 90, nova reforma ampliou de cinco mil para 6.082 metros, com a criação da ala internacional, com duas pistas homologadas para pouso e decolagem.
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