Sílvio Andrade, Corumbá
Com sinais econômicos indicando recuperação do seu desenvolvimento, depois de um ciclo de estagnação nos anos 80 e 90, Corumbá, conhecida como a Capital do Pantanal, comemora hoje 232 anos de fundação. É a terceira cidade mais antiga de Mato Grosso do Sul, depois de Miranda e a vizinha Ladário, que foi seu distrito e emancipou-se na década de 1950.
Fundada em 21 de setembro de 1778 para ser uma fortificação militar, projeto abandonado pela Província até a ocupação das tropas paraguaias na Guerra da Tríplice Aliança, em 1865, a Cidade Branca foi a capital econômica de Mato Grosso e terceiro maior porto fluvial da América Latina até os anos 30 do século passado.
No século 21 conquistou a chamada retomada do desenvolvimento e tem o quarto maior PIB Industrial do Estado, tendo como base econômica a produção mineral das reservas de Urucum, a pecuária extensiva (maior criatório de bovinos do país, com 1,9 milhão de cabeças) e o turismo. O PIB per capita saltou de R$ 5,073, em 2000, para os atuais R$ 21,296.
A ocupação da fronteira oeste teve seus percalços — a fundação do Forte Coimbra em local errado e o insucesso de uma nova fortificação na confluência dos rios Paraguai e Miranda, onde se ergueu, em 1776, a vila de Albuquerque, hoje distrito de Corumbá. Esta foi fundada como Albuquerque Velha, gerando confusão geográfica. Em 1851, o nome Corumbá foi adotado oficialmente.
Investimentos
Com área de 64.960,86 km2, é a 11ª extensão territorial do Brasil entre os 5.564 municípios, segundo o IBGE. Abrange dois terços do Pantanal de Mato Grosso do Sul e apenas 10% de sua população (99.196 habitantes) residem no campo, a maioria no maior projeto de colonização do Estado, com sete assentamentos.
Apesar da recuperação econômica, a cidade apresenta um dos menores índices de crescimento populacional – de apenas 3,93% desde 2000.
Cidades
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Com avanço econômico, Corumbá festeja 232 anos
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