“É sempre esse estresse ficar aqui, esperando pelas minhas malas. Sou abrigado a perder tempo até sair daqui e chegar em casa”, desabafa o advogado Maurício de Abreu, na fila de espera de sua bagagem. Ele era um entre ao menos 560 passageiros que desembarcaram semana passada em um dos cinco voos que aterrissaram num espaço de 15 minutos no Aerporto Internacional de Campo Grande.
O profissional liberal costuma frequentar a ponte aérea Campo Grande-São Paulo pelo menos quatro vezes ao mês, e avalia como crítica a prestação de serviços no aerporto. “Alguém precisa fazer alguma coisa aqui. Não dá para aguentar tanta demora”, dispara. Mal sabe o profissional liberal que vai precisar conviver com tal situação até 2011, quando a Infraero pretende ampliar e modernizar o setor de desembarque. Até lá, vai precisar de muita paciência se quiser continuar viajando de avião. Do contrário, poderá optar por seguir de ônibus. Em último caso, teria pela frente 12 horas para cumprir 1.200 km entre Campo Grande e São Paulo, por rodovia, opção obviamente descartada. “Infelizmente, nesta correria diária o tempo é precioso e importante, e nunca daria para fazer a viagem de ônibus.
A mineira Maria do Carmo Vicente de Abreu vive o mesmo drama, mas em maior espaço de tempo. Tem negócios no interior de Mato Grosso do Sul e faz o itinerário Belo Horizonte-Campo Grande uma vez a cada 30 dias. Diz que já se acostumou com o problema, mas acha que é uma falta de atenção da Infraero com o passageiro que paga tarifa cara e, portanto, deveria merecer melhor atenção no aeroporto. Por força dessa situação, sempre que pode, prefere viajar em horários alternativos para evitar o caos no período noturno ao desembarcar na Capital. “A gente já embarca supercansada do dia intenso de trabalho e quando desembarcamos somos obrigados a esperar um tempão para pegar a bagagem de volta. É um sacrifício, mas já estou acostumada”. (IV)
Cidades
Cidades
Reformas estão previstas para 2011
Reformas estão previstas para 2011
Inspeção surpresa
TCE-MS encontra irregularidades na usina de tapa-buracos em Campo Grande
Fiscalização surpresa identificou problemas no controle de pesagem dos caminhões e vai analisar a qualidade da massa asfáltica utilizada nos reparos das vias da Capital
04/11/2026 18h55
Equipe do TCE encontrou irregularidades em usina de massa asfáltica Foto: Divulgação / TCE-MS
Nova Etapa
Fazenda de R$ 95,7 milhões vira assentamento da reforma agrária em MS
Após aquisição da propriedade em Jaraguari, Incra oficializa criação de assentamento com quase 2 mil hectares e autoriza início da seleção dos beneficiários
04/11/2026 18h02
Visita de Lula ao Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, antecedeu a compra da fazenda que agora será destinada a 276 famílias em MS. Foto: Ricardo Stuckert/PR
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
ASSINANTES