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Cresce o uso das mídias sociais no mercado de trabalho

Cresce o uso das mídias sociais no mercado de trabalho

Redação

10/10/2010 - 07h48
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Inicialmente usados quase que exclusivamente para comunicação entre amigos, os meios digitais de relacionamento avançaram para outras utilidades e hoje são importante plataforma na busca por oportunidades de trabalho, parceiros para projetos e até emprego em grandes empresas. Recentemente, o site de recolocação Curriculum mudou o formato de cadastramento, que agora permite a inclusão das redes sociais às quais o candidato é adicionado na área de dados pessoais. A mudança no uso das ferramentas, porém, impõem novas regras, seja no Twitter, Orkut, MySpace ou Facebook. Especialistas observam que jovens, em especial, devem repensar linguagem e exposição.

"As empresas começam a usar as mídias sociais como importante canal de recrutamento. Elas criam audiência, inserindo conteúdos, e retêm os perfis das pessoas que as interessam. As companhias também já divulgam as vagas diretamente nas redes", diz Joyce Jane, consultora em mídias sociais e CEO do iDigo - Núcleo de Inteligência Digital.

Mudanças na seleção

As redes sociais, observa Joyce, funcionam como um filtro espontâneo dos profissionais que têm afinidades com as organizações. "Elas também investigam seus perfis. Por isso, é importante lembrar que as informações podem ser usadas contra ou a favor do candidato", ressalta a consultora.

A tendência é que, ao sobreviver às mudanças, recrutadores, selecionadores e headhunters agreguem essas ferramentas ao trabalho. "Quem quer contratar não precisa mais recorrer a recrutadores. As companhias podem acessar informações sobre trabalho, referências e contatos para obter o que querem. O único lado negativo disso é que hoje, com essa grande visibilidade, há um excesso de exposição, e as regras nas mídias sociais não são formais. Sem muita experiência, o jovem é o mais prejudicado, porque não sabe separar o lado pessoal do profissional", lembra Silvio Tanabe, consultor de Marketing Digital da Magoweb e autor do blog Clínica de Marketing Digital. Para ele, as pessoas terão que amadurecer a forma de se relacionar com as ferramentas digitais.

"O brasileiro é muito sociável. O Brasil é o segundo país que mais acessa a rede, e acho até que a relação é madura. A diferença é que aqui as pessoas têm menos censura e se expõem mais", opina Joyce Jane.

Dicas dos especialistas

Para quem não acredita que ferramentas virtuais podem criar oportunidades, é interessante lembrar a história da americana Laura Gainor, que garantiu contratação após campanha criativa e bem humorada na Internet. Por meio de postagens no Slideshare, Youtube, Foursquare e Twitter, ela produziu um currículo com fotos e vídeos que contavam sua trajetória pessoal e profissional. "A história de Laura é uma inspiração para quem busca uma colocação. Acho que, na briga pelo emprego, vale tudo que unir ética, criatividade e determinação", afirma Andrea Dunningham, do iDigo.

Além de divulgar oportunidades dos mais diferentes setores, os recursos de Internet permitem o surgimento de novas funções, como analista de redes sociais. Uma série de perfis no Twitter informa vagas, porque empresas necessitam de um profissional que administre suas contas, divulgue conteúdo e monitore as ações.

Mas é preciso cuidado ao criar e administrar um perfil. Fotografias, comentários e até participação em comunidades podem influenciar na contratação de um funcionário. É bom lembrar o caso da canadense Nathalie Blanchard, que recebeu licença e outros benefícios ao alegar à seguradora que estava com depressão. Mas fotos de Nathalie em festas e comemorações com amigos foram vistas no Facebook pela agência, que parou de pagar o benefício, ao alegar que ela estava bem e já poderia voltar a trabalhar.

Empresas estão cada vez mais conectadas às redes sociais. Como apresentar um bom currículo já não é o suficiente para conseguir um bom emprego, é necessário estar atento ao conteúdo, à exposição e à linguagem. 

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