Cidades

ELEIÇÕES

Campanhas ampliam propaganda negativa

Campanhas ampliam propaganda negativa

Redação

18/10/2010 - 08h00
Notícia sem imagem

A propaganda da petista Dilma Rousseff diz que "Serra é do bem ganancioso", que "só dá bola pra rico", chama-o de "Zé Promessa, Zé do Bico, Zé Conversa"" e que "não fez nada para o povão".

Os comerciais dos tucanos afirmam que Dilma "muda o tempo todo" de opinião sobre MST e aborto, que vem acompanhada de "aloprado, mensalão, Zé Dirceu" e que quando deu ordens "foi um ai, Jesus, aumentou o caos aéreo e a conta de luz".

No segundo turno, a chamada propaganda negativa domina a campanha. Em inserções na televisão e principalmente em jingles no rádio, os dois candidatos trocam ataques duros.

Cada lado tem ao menos quatro inserções destinadas a rotular negativamente o adversário e o fazem de maneira direta, também com acusações de cunho moral.

Na internet, os chamados virais, em geral de procedência anônima, acumulam milhões de acesso, com ataques sem limites, envolvendo aborto, opção sexual, casos extraconjugais, corrupção e até práticas satânicas.

Na TV, o locutor petista diz que "eles já foram contra" o Bolsa Família e o ProUni e que "agora querem voltar para fazer um país só deles".

Os tucanos contra-atacam exibindo manchete sobre o escândalo da Casa Civil. "Se Dilma não consegue escolher nem uma auxiliar, imagine um ministério inteiro."

O cientista social Afonso de Albuquerque -doutor pela UFRJ e coordenador na UFF da pesquisa "Propaganda Política e Construção da Imagem Partidária no Brasil"- diz que o segundo turno se distingue do primeiro pela radicalização. "A natureza da campanha mudou."

"A campanha negativa, a priori, é desaconselhável para quem está em uma posição confortável. É um risco desnecessário. Para quem está atrás ou ameaçado, torna-se imperiosa. Num estágio como o atual, com nível de partidarização e radicalização grande, a campanha negativa faz mais sentido."

A especialista norte-americana Kathleen Hall Jamieson diz que os anúncios de contraste são mais eficazes, desde que sejam civilizados e não inflamados.

Ela questiona a expressão "propaganda negativa". "O formato de contraste permite que apresentar aos eleitores opção entre duas posições."

Para especialistas, a campanha negativa é mais fácil de ser lembrada que as mensagens positivas, mas corre mais riscos de desagradar.

Expansão Comercial

Novo atacarejo tem previsão de ficar pronto em dezembro em Campo Grande

Empreendimento na Avenida Ministro João Arinos terá mais de 10 mil m² de área construída e previsão de gerar 200 empregos diretos e indiretos.

04/11/2026 19h26

Imagem aérea de uma unidade do Atacadão, rede que prepara a implantação de um novo atacarejo em Campo Grande.

Imagem aérea de uma unidade do Atacadão, rede que prepara a implantação de um novo atacarejo em Campo Grande. (Foto: Divulgação/Atacadão)

Continue Lendo...

Inspeção surpresa

TCE-MS encontra irregularidades na usina de tapa-buracos em Campo Grande

Fiscalização surpresa identificou problemas no controle de pesagem dos caminhões e vai analisar a qualidade da massa asfáltica utilizada nos reparos das vias da Capital

04/11/2026 18h55

Equipe do TCE encontrou irregularidades em usina de massa asfáltica

Equipe do TCE encontrou irregularidades em usina de massa asfáltica Foto: Divulgação / TCE-MS

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).